Fluxo de caixa para MEI: saiba como deve ser feito

Fluxo de caixa para MEI: saiba como deve ser feito
4 minutos de leitura

O fluxo de caixa para MEI (Micro Empreendedor Individual), assim como acontece em outros negócios, é fundamental para garantir o sucesso de qualquer empresa. Saber manusear os números e criar mecanismos de controle pode ser um desafio e tanto para quem está começando a empreender. É nessa hora que contar com a assessoria de um profissional especializado pode fazer toda a diferença.

Para ajudar você, contador, a ensinar os seus clientes a como fazer um fluxo de caixa eficiente, preparamos este artigo. Acompanhe!

O que é fluxo de caixa para MEI?

Assim como acontece para empresas enquadradas em outras categorias, o fluxo de caixa para MEI compreende o controle do dinheiro que entra e sai do caixa do negócio. Esse controle apenas é possível quando o MEI faz os registros de tudo o que entra e sai de capital na empresa.

O processo de gerenciamento dos valores é uma tarefa que pode não ser tão simples para o empreendedor e, por isso, é preciso instruí-lo a fazer uso de um caderno ou planilha para anotações.

À medida que o negócio for se desenvolvendo, como veremos ao longo desta leitura, é possível contar com a ajuda de softwares de gestão que otimizarão toda a operação e conferir mais profissionalismo para as atividades executadas.

Um controle eficiente do fluxo de caixa é o primeiro passo para o fortalecimento e crescimento da marca e, por essa razão, merece total atenção do empreendedor.

Por que fazer um fluxo de caixa para MEI adequadamente?

Ao dispor tempo para fazer o controle do fluxo de caixa, o empreendedor tem a oportunidade de projetar seus gastos e ganhos. Dessa forma, tem uma visão mais estratégica de onde pode alocar os recursos para garantir a sustentabilidade de seu empreendimento.

Além disso, caso ocorra algum imprevisto, como a necessidade de reposição de uma peça em estoque, ele tem os dados financeiros para poder planejar o investimento, evitando o endividamento.

É importante lembrar de separar a conta pessoal da conta da empresa. Nesse caso, é altamente indicado abrir uma conta jurídica, ou seja, no nome do CNPJ da empresa. Com isso, é possível organizar melhor as finanças.

Dessa forma, o MEI consegue programar as retiradas mensais referentes ao seu pró-labore, e garantir o fluxo de caixa da empresa. Outra vantagem é que o lucro pode ser reinvestido no negócio, garantindo a expansão do mesmo. Assim, é possível pensar em melhorias como:

  • aquisição de novos produtos
  • contratação de um profissional
  • reposição de peças para estoque
  • novos equipamentos, entre outros.

Nesse cenário, a gestão do fluxo de caixa para o micro empreendedor individual pode servir como um fundo de investimento, conferindo ao MEI a oportunidade de fazer a melhor gestão dos gastos. Dessa forma, é possível separar uma parte do capital para ser investido no empreendimento, garantindo a sua expansão.

Como fazer um fluxo de caixa para MEI?

Agora que você já sabe o que é fluxo de caixa e qual a sua importância, veja a seguir como fazê-lo!

Organize as despesas

Faça o mapeamento de todos os gastos e também receitas. Para isso, é importante começar listando todas as saídas, como:

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  • pagamentos de fornecedores;
  • empréstimos;
  • pagamento de funcionários e;
  • despesas com infraestrutura.

Após, é importante listar todas as entradas de capital, ou seja, todas as receitas, a exemplo de venda de mercadorias, e prestação de serviços. Com essas informações, já é possível construir uma planilha de fluxo de caixa que atenda as necessidades iniciais do MEI, garantindo assim a boa gestão do negócio.

Registre as movimentações

Como mencionamos, é importante anotar todos os valores que entram e saem da empresa. Apesar de ser uma tarefa corriqueira, pode ser um grande desafio para o MEI, já que ele, muitas vezes sozinho, precisa dar conta de gerir toda a estrutura do negócio, ou seja, vendas, compras, atendimento ao cliente e uma infinidade de outras tarefas.

No entanto, é preciso ter certa disciplina para se alcançar os resultados almejados, ou seja, o controle financeiro do negócio. Dessa forma, é importante incentivar o seu cliente MEI a manter uma rotina para registrar todas as movimentações de entradas e saídas de capital.

Além de fazer a descrição dos valores, ainda é necessário registrar a descrição do produto ou serviço, além de datar as movimentações. Para tanto, é possível contar com uma planilha com dados mais precisos, e que ainda ajudarão o empreendedor a ter uma visão maior do negócio.

Lembre-se que venda é diferente de dinheiro recebido

Muitos empreendedores pecam por acreditar que uma venda já significa dinheiro em mãos. Como a grande parte das negociações é feita a prazo, é preciso fazer essa definição de forma bastante precisa, a fim de evitar a ilusão de dinheiro em caixa quando, na verdade, o capital vai entrar no decorrer do mês e, em alguns casos, ao longo de vários meses, quando a venda é parcelada.

Para resolver essa questão, é indicado criar um controle de “contas a receber”. Considere o dinheiro que vai entrar no vencimento do cartão de crédito ou boleto. Um caderno de anotações ou planilha nesse início podem ser aliados, até que se consiga adquirir um software de gestão.

Busque planejar a longo e curto prazo

Quando o assunto é os negócios, é fundamental ter uma visão a longo prazo, pois dessa forma o empreendedor consegue entender a sua empresa de forma mais ampla e também melhorar os processos para alcançar as suas metas. 

Para tanto, é fundamental contar com um planejamento de curto e longo prazo, e para isso, é necessário contar com metas que possam ser alcançadas ao longo dos próximos meses. Partindo desse planejamento, é possível criar estratégias para alcançar os objetivos traçados, assegurando ainda que as contas estejam sempre no azul.

Use a tecnologia

Com a expansão das atividades do negócio, o mais recomendado é que as marcas contem com o uso da tecnologia, ou seja, com um software de gestão de fluxo de caixa. Com essa ferramenta, é possível controlar:

  • emissão de boletos;
  • contas a pagar;
  • cadastro de fornecedores e clientes;
  • fluxo de caixa e uma infinidade de outras funcionalidades.

Quais os riscos de não fazer um fluxo de caixa para MEI?

Ao escolher o sistema de gestão de caixa que melhor atenda às necessidades do MEI, é possível otimizar as atividades, conferindo mais segurança para o fluxo de caixa.

Do contrário, ao não investir nesse controle, seja manual ou automatizado, a empresa perde competitividade, as contas correm o risco de entrar no vermelho, o que, corriqueiramente, leva ao fechamento da empresa, causando grande frustração para todos os envolvidos.

Como vimos ao longo desta leitura, o fluxo de caixa para MEI é um forte aliado para fazer a gestão do negócio, garantindo eficiência e também competitividade para o empreendimento.

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