Tempos de crise: como gerenciar sua empresa e manter seu negócio

Tempos de crise: como gerenciar sua empresa e manter seu negócio
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Para você, que já é gerente financeiro, circunstâncias adversas que afetam a economia local e global não são necessariamente uma novidade. Sejam mais suaves, sejam mais preocupantes, o fato é que os tempos de crise sempre se manifestam em algum momento.

O detalhe a ser observado é como sua empresa se prepara para enfrentar um eventual problema que pode alcançar proporções completamente imprevisíveis. A recente pandemia desencadeada pela Covid-19 é um ótimo exemplo. Por mais que a duração dessa crise e suas consequências fugissem a diversas projeções, muitas organizações souberam sobreviver a ela.

Mas por que boa parte dos negócios sucumbe aos tempos de crise, enquanto uma parcela resiste e, em certos casos, até se fortalece no mercado? Descubra, a seguir, o que fazer para superar a crise financeira da sua empresa em cenários desfavoráveis! 

Reduza gastos fixos

Uma das primeiras ações a serem tomadas para enfrentar aquelas fases desagradáveis dos ciclos econômicos é razoavelmente simples. Na prática, ela requer análise crítica e replanejamento. Estamos falando sobre a necessidade de se reduzir gastos, o que deve ser feito de acordo com certos critérios.

Como as crises econômicas afetam todos os pilares da sociedade, cedo ou tarde ela também alcança o público-alvo do seu negócio. Isso significa que a perda de receita da empresa passa a ser um grande obstáculo, do qual derivam outros.

Com a diminuição gradual do faturamento, o gestor precisa rever seus gastos, a fim de que, como se diz, “a conta feche” ao término de cada vez. Na medida do possível, é necessário rever as contas fixas (energia elétrica, água, internet etc.)

Importante notar que reduzir não equivale a ficar sem um determinado serviço. Veja a internet de banda larga, por exemplo. Evidente que a empresa necessita dele em alguma medida, mas as crises são momentos oportunos para revisar o plano contratado junto à fornecedora do serviço.

Além disso, talvez sua empresa use um combo de serviços que passa longe de ser indispensável para a plena manutenção das atividades operacionais dela. Então, avalie a possibilidade de readequação de plano.

No caso da energia elétrica, o valor das mensalidades pode ser amenizado via redução da carga horária de produção — algo até previsível, se houver queda brusca da demanda pelos produtos. Adotar de vez o home office, ao menos em determinados períodos do mês, também ajuda no mesmo sentido.

Outro gasto fixo que pode facilmente ser limitado se refere às impressões de papel e itens correlacionados, como toners e papéis. Ao contrário do que alguns gestores imaginam, a adesão à digitalização de documentos gera economia, e não um peso a mais para o caixa da empresa.

Faça novos acordos com os fornecedores

Crises são acompanhadas pela quase inevitável queda da procura pelos produtos ou serviços oferecidos pela empresa. Para quem trabalha com mercadorias especificamente, o problema tende a se agravar, já que existe o risco de encalhe dos itens em estoque.

Quanto maior o volume e o tempo que os produtos permanecem parados no depósito, maior é o comprometimento do capital de giro do negócio. Se a empresa comercializa alimentos, por exemplo, há ainda o perigo real de perda total devido à data de validade — soma-se isso à perecibilidade.

Diante desse quadro, refazer os acordos de prazos com os fornecedores é mais que essencial. Por prazos, entenda a importância de dialogar tanto com relação à realização de pagamentos quanto no que diz respeito aos intervalos de reposição de matérias-primas ou produtos.

À medida que consegue chegar a consensos, você assegura mais folga para que o negócio arque apenas com os compromissos financeiros que ele tiver infraestrutura para suportar. Lembre-se que o intervalo entre o recebimento dos valores pagos pelos clientes e o montante devido aos fornecedores exige máximo equilíbrio.

Isso porque eventuais atrasos comprometem a saúde financeira do ciclo mantido entre as contas a pagar e as contas a receber. Tenha em mente que, em tempos de crise, a taxa de inadimplência de consumidores e clientes fica propensa a subir. Portanto, leve esse aspecto em consideração antes de propor um realinhamento com seus parceiros comerciais.

Reavalie o planejamento comercial

A própria necessidade de alterações do plano inicial de vendas é algo que deve ser previsto pelo gestor. Independentemente de o evento crítico que surgir ficar distante das estimativas mais pessimistas, espera-se que os líderes da organização estimulem as equipes a elaborarem soluções alternativas previamente.

Perante um cenário econômico delicado, as fontes de receita tradicionais da empresa tendem a ser impactadas. Em um primeiro momento, vale a pena especificar e dimensionar como cada uma delas foi atingida até então.

Em seguida, é aconselhável efetuar projeções para as próximas semanas e meses — com base nos dados dos relatórios de vendas e, sobretudo, em uma pesquisa de mercado de sucesso aprofundada.

Detalhe importante: as estimativas devem conter cronograma de atualização, conforme o aparecimento de novos dados relevantes, ou seja, que interfiram no nicho de atuação da empresa.

Outro fator a ser mencionado consiste no estudo da própria diversificação do faturamento do negócio. Não basta, entretanto, criar uma lista de fontes interessantes de receitas. Para que surtam o efeito desejado, é preciso renovar também as estratégias de vendas, calcadas no contexto atual da empresa e do mercado. 

Pratique uma gestão financeira em sintonia com o que o momento exige

Embora toda crise econômica apresente características particulares, a forma ideal de uma empresa reagir a elas é a mesma. Em primeiro lugar, deve sobrar competência, experiência e agilidade por parte de quem a administra. Ao mesmo tempo, deve-se ter à disposição uma infraestrutura de gestão moderna.

Além de readequar o gerenciamento financeiro do negócio às condições impostas pelas circunstâncias, o gestor precisa ter em mãos ferramentas que facilitem seu trabalho. A partir do uso de um sistema de gestão financeira que atenda às necessidades do negócio, você passa a ter uma visão panorâmica dele.

Desse modo, fica muito mais fácil identificar gargalos que estejam minando as finanças e que, portanto, requerem soluções rápidas e eficazes. Mais do que nunca, a inovação tecnológica é fundamental para amortecer consideravelmente os impactos causados por turbulências econômicas.

Essas são algumas dicas para que você crie uma base estável e gerencie sua empresa em quaisquer tempos de crise financeira. À medida que as coloque em prática, seu negócio estará muito mais preparado para lidar maduramente com os próximos períodos adversos que venha a encarar daqui para a frente.

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