Gestão de pessoas

Competências digitais: 7 dicas de como se manter competitivo

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Escrito por Isabel Holanda

Você percebeu a velocidade em que as transformações vem acontecendo, seja na tecnologia, nas gerações e no mundo. Todas essas transformações em um curto prazo de tempo, propiciam mudanças comportamentais como também de competências necessárias para esse mercado que cada vez tem se tornado mais competitivo.

Imaginar que tecnologia é só coisa do Vale do Silício ou que só acontece em desenhos e filmes, é no minimo inocente ou te torna desconectado com a realidade.

Competências digitais

Lembra quando os computadores tornaram-se mais acessíveis nas empresas e até mesmo em nossos lares? Naquele momento quem dominava a competência tecnológica de saber “mexer em computador” e planilhas de excel poderia garantir uma vaga no mercado.

Mas esse tempo já se foi, e o fato de conhecer pacote office se tornou requisito básico dentro de qualquer processo seletivo atual. O mundo tem se reorganizado e se tornado cada vez mais digital e várias atividades já estão sendo desenvolvidas para a substituição robótica. 

Filme “Big Hero”

Assisti há alguns meses com minha filha o desenho Big Hero , esse desenho da Disney foi lançado em 2014 e vale a pena assistir, envolve aventura, comédia e ação e passa em uma cidade chamada San Fransokyo, acredito que seria uma mistura de São Francisco e Tóquio.

Contextualizando o filme

Não darei spoiler para quem ainda não viu, mas o filme se passa nessa atmosfera de alta tecnologia. O enredo é acerca de relações entre irmãos e tecnologia robótica, um dos personagens principais, o Hiro Hamada,  é um garoto prodígio que aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas com o objetivo de ganhar um  dinheiro.

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Seu irmão, Tadashi, é um “cientista júnior ” de uma faculdade de tecnologia e tenta mostrar ao irmão que ele pode usar o seu QI para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções.

Hiro conhece e se interessa pelo laboratório, mas tem que criar algo incrível que convença o professor mentor que ele pode entrar para a equipe. Acontece algo no desenrolar da história e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax, criado pelo irmão.

O robô é uma especie de “médico” que reconhece, por leitura óptica, o problema de saúde nas pessoas, desde uma unha encravada a problemas psíquicos mais sérios. 

Você pode até achar que essa realidade irá acontecer mas que ainda está distante de se tornar real, mas posso te assegurar que com a velocidade que acontecem as coisas, já existem protótipos em uso e vários “Baymax” estão atuando nos dias de hoje.

O robô para a área da saúde

Em março deste ano a revista Época Negócios publicou uma matéria que apresenta um robô que vem sendo utilizado na China. 

Trata-se de uma alta inteligência artificial com capacidade de diagnosticar pacientes e dar receitas de acordo com os sintomas. A atuação desse robô começou em um ambulatório da província oriental chinesa de Anhui. 

O chamado “Médico Assistente AI“, desenvolvido pela empresa chinesa iFlytek, realiza as práticas no centro médico Shuanggang, da cidade de Hefei, capital provincial.

Competências digitais: o que é?

É fato que o mundo avança, bem como as tecnologias e a velocidade com que isso acontece é absurdamente rápida, mas você pode ainda estar se perguntando o que tem a ver isso tudo com o seu trabalho ou sua vida por exemplo. Por que eu preciso estar atento a isso?

A resposta é bem simples, vamos precisar aprender a reaprender, assimilando novas competências, das quais estamos nomeando “competências digitais”.  A definição se refere  à utilização segura e inteligente das tecnologias digitais de informação, comunicação e resolução de problemas básicos em todas as esferas da vida.

Todos precisam ter competências digitais

No mundo moderno em que vivemos tornou-se indispensável que todos, não só as novas gerações, sejam capazes de conviver com práticas cada vez mais desmaterializadas. E como base para todas essas práticas temos a internet que é consumida amplamente por todos e várias empresas.

Pessoas públicas, políticos e empresas já entenderam que controlar essas competências podem sim transformar resultados, obrigando quem quer se manter nesse mercado a uma crescente exigência de competências digitais. Não estamos falando apenas para cargos de cientistas, pesquisadores ou desenvolvedores, essas exigências passam a ser cobradas para  diferentes profissões.

Comportamentos digitais

As competências digitais acompanham a evolução da tecnologia. O conceito de competências são um conjunto de características (conhecimento, habilidades e atitudes) que nos ajudam no desenvolvimento de atividades, nos possibilitando atuações e desenvolvimento em nossa rotina.

Podemos entender que pessoas que possuem competências digitais possuem algumas capacidades em transitar por diversos contextos e elas acontecem através de:

  • Capacidade em utilizar novas tecnologias digitais, adaptando o seu conhecimento ao uso da ferramenta para desenvolvimento de um melhor trabalho;
  • Utilizam o conhecimento adquirido convertendo de maneira concreta em técnicas que melhoram o seu ambiente; 
  • Conseguem avaliar de forma crítica as tecnologias digitais existentes.

7 competências que você não pode deixar de ter

O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação –  TIC, tem definido atualmente o grau de competitividade da indústria e dos serviços.

Vimos que a globalização, o fácil acesso a informação e notícia, além da mudança de comportamento de consumo de forma rápida tem exigido às empresas o investimento em TIC para que além de crescimento sustentável, os mantenham no jogo.

Com isso não podemos mais fechar os olhos para essa exigência que o mercado vem requerendo cada vez mais.

Vários estudos apontam que algumas competências serão cada vez mais requeridas e até 2030 sejam pré-requisitos básico para os que querem seu lugar ao sol, separei algumas para apresentá-los:

1) Conhecimento em projetos

Saber gerenciar projetos e otimizar recursos técnicos e humanos será necessário para as organizações nos próximos anos.

O entendimento de riscos, premissas e entregas assertivas será bem requisitado. Para isso você precisará desenvolver competências como comunicação, capacidade analítica, rápida identificação de possíveis riscos e conhecimento de mercado.

2) Comunicação

Não estamos falando apenas da capacidade de ser um bom orador, mas para os próximos anos essa habilidade precisará ser ampliada para a comunicação em mídias sociais, como também compartilhar informações, saber dar e receber feedbacks. 

3) Aprender de forma independente

Saber o que aprender e onde aprender será um competência diferencial. Na era digital e de constantes mudanças, estar a par e antenado com o conhecimento é o diferencial.

4) Trabalho em equipe

Não existe êxito sem colaboração,  e conseguir combinar a capacidade de envolver com geração de conhecimento coletivo para resolução de problemas será cada vez mais fundamental para trabalhos com equipes jovens e multidisciplinares. 

5) Pensamento crítico

Não, essa competência não tem a ver com pessoas que criticam tudo! O pensamento crítico para análise de dados, projetos e circunstâncias é uma das competências super importantes para essa era de competências digitais.

A originalidade associadas a criatividade para elaboração de estratégias será de suma importância para se criar um ambiente de soluções personalizadas. Sabe aquela frase que escutamos com maior frequência há alguns anos, “- Pensar fora da caixa”? Pois é , é dela que estou falando.

6) Reskilling

O termo vem do inglês que significa readequação profissional e está diretamente ligada à necessidade de ampliar e desenvolver novas habilidades (saber fazer).

Em um mercado cada vez mais competitivo e com mudanças tão rápidas, ter a capacidade de readequar e resignificar não só as atividades, mas também o modo como as fazemos, nos fará mais do que sobreviver a esse ‘mundo moderno’, estar sempre a frente.

7) Comportamento de consumo com uso de redes sociais

Seja você empresa ou pessoa física dominar esse conhecimento te ajudará em várias coisas, inclusive “se vender”.

Atualmente não temos mais como separar o “mundo real” do “mundo virtual”, várias entidades, empresas, governo e tantos outros já sacaram isso, e, hoje estão usando intensivamente ferramentas de mídias sociais para interagir com seus clientes.

Claro que conhecer esse comportamento, pode fazer com que você ganhe destaque como também pode ser utilizado de forma errada, mas o fato é que um especialista em redes sociais é capaz de conhecer os concorrentes de uma organização e seus consumidores de forma mais profunda.

Conhecer como funcionam as redes sociais e o que pode ser impulsionado como também interpretar dados, te fará sair na frente quanto a entender o comportamento de consumo de seus clientes.

Algumas competências essenciais para quem domina esse tipo de conhecimento são, costumeiramente profissionais da geração Y e costumam estar ligados em novas tecnologias, são bons em análise de dados, gostam de consumir e gerar conteúdo.

Essa necessidade de se manter atualizado e construir um novo conjunto de habilidades leva em consideração a inteligência e as habilidades do profissional, as reaproveitando de maneira adequada para as novas necessidades do mercado.

Cenário do mercado contábil

Um contador, com toda a sua inteligência fiscal, normativa e de controladoria financeira, está a um passo de se adaptar às necessidades para ser um consultor estratégico, desenvolvendo as estratégias financeiras das empresas.

Cargos que possivelmente deixarão de existir

Quais são as carreiras mais ameaçadas a curto ou médio prazo? Estimasse que nos próximos 20 anos, alguns cargos sejam amplamente substituídos por robôs. 

Você mesmo já deve ter ligado para alguma operadora de telefone ou cartão de crédito e já deve ter tido a “maravilhosa” experiência de ser atendido por um operador de telemarketing virtual (robô). Não é atoa que esse cargo é o mais ameaçado, com 99% de chances de perder seu posto.

De acordo com a revista exame, alguns cargos que são mais lógicos e de menor interação humana, já está na lista para que possivelmente sejam substituídos por robôs:

Profissão Probabilidade de robotização em 20 anos
Cartógrafo 87,9%
Desenhista de eletroeletrônicos 80,8%
Desenhista de arquitetura 52,3%
Engenheiro de hardware 22,5%

fonte do gráfico

Mas o que fazer?

Seremos todos substituídos por máquinas então? Claro que não, mas precisamos estar atentos e abertos as mudanças. Comece a buscar desenvolver as competências essenciais, saber utilizar planilhas e gráficos não te fará mais competitivo.

As mudanças acontecem muito rápidas e você precisa estar atento a essas mudanças. Desenvolva as competências que já podem ser trabalhadas e busque saber mais sobre a profissão que você desempenha ou quer desempenhar para entender as perspectivas para o seu cargo e o que o mercado está exigindo. Isso fará com que você entenda o que será necessário e o que você precisará desenvolver.

Gostou deste artigo? Confira também esse que escrevi falando sobre como falar não e ser mais produtivo.

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Sobre o autor

Isabel Holanda

Há mais 10 anos atuando na área de gestão de pessoas, atualmente, é gerente de conteúdo na Fortes Tecnologia. Graduada em Pedagogia pela UFC, com pós graduação em Gestão de Pessoas, Psicopedagogia e Life Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Além disso, é palestrante de temas relacionados aos subsistemas de RH com foco em liderança e desenvolvimento de equipes.

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