A rotina fiscal dos escritórios contábeis está passando por mudanças importantes. Além das obrigações que já fazem parte do dia a dia, a implementação da Reforma Tributária do consumo acrescenta novas regras, processos e necessidades de controle que impactam diretamente o trabalho dos profissionais da área.
Nesse cenário, a tecnologia precisa acompanhar tanto as mudanças da legislação quanto os problemas operacionais enfrentados pelos escritórios.
Por isso, o Total Contador vem recebendo novidades e evoluções voltadas à automação e à gestão fiscal. Entre elas estão recursos relacionados ao tratamento de IBS e CBS, melhorias na leitura de NFSe, adequações para informações da EFD-Reinf e funcionalidades ligadas à apuração assistida da CBS.
Embora tratem de processos diferentes, essas atualizações têm um objetivo em comum: reduzir atividades manuais, melhorar a qualidade das informações e preparar a operação fiscal para as novas exigências tributárias.
A seguir, conheça quatro dessas novidades e entenda o que elas representam na prática para a rotina contábil.
Uma das mudanças que exigem atenção com a Reforma Tributária está relacionada à apropriação dos créditos de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Pela nova sistemática, a apropriação dos créditos está, como regra geral, relacionada à extinção dos débitos correspondentes às operações de aquisição, observadas as condições e exceções estabelecidas na legislação.
Isso cria uma relação ainda mais importante entre informações fiscais e financeiras.
Em uma compra parcelada, por exemplo, não basta olhar somente para a entrada do documento fiscal. O acompanhamento da liquidação da operação também passa a ser relevante para o controle dos créditos.
Para apoiar esse processo, o Total Contador passa a considerar informações do documento fiscal relacionadas ao pagamento na geração dos títulos financeiros.
Na importação de notas fiscais de entrada, informações disponíveis no XML, como meios de pagamento, podem ser utilizadas pelo sistema para apoiar a geração do título e sua respectiva baixa, conforme as regras aplicáveis à operação.
Nos casos de pagamentos parcelados, o acompanhamento das parcelas seguintes continua exigindo atenção da gestão financeira, já que a baixa precisa refletir o que efetivamente ocorreu na operação.
A novidade evidencia uma mudança importante na própria rotina do escritório: Fiscal e Financeiro precisam trabalhar com informações cada vez mais integradas para que os dados utilizados na apuração estejam consistentes.
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Outra novidade está no processamento das Notas Fiscais de Serviço Eletrônicas (NFSe).
A leitura desses documentos pode se tornar um gargalo quando determinadas informações tributárias não estão preenchidas da forma esperada no XML. Diferenças entre layouts e campos disponibilizados podem dificultar a identificação automática de retenções, bases de cálculo e deduções.
Um exemplo ocorre em documentos nos quais a informação utilizada para identificar PIS e Cofins não está disponível diretamente no campo esperado. Nessas situações, depender de uma única informação poderia levar o profissional a realizar ajustes manuais depois da importação.
A evolução implementada no Total Contador permite analisar diferentes informações existentes no XML para apoiar a identificação dos tributos.
Na ausência de determinada informação, o sistema pode cruzar outros dados disponíveis no documento para identificar a composição correspondente de PIS, Cofins e CSLL.
A leitura também foi aprimorada para considerar informações relacionadas às deduções da base de cálculo, evitando situações em que o valor não identificado pelo sistema precisaria ser corrigido manualmente pelo profissional.
Na prática, a melhoria busca fazer com que os dados utilizados na escrituração reflitam com maior precisão as informações existentes no documento recebido.
Para o escritório, isso significa menos tempo dedicado à correção individual de notas e maior atenção aos casos que realmente apresentam divergências.
As novidades do Total Contador também alcançam a EFD-Reinf, especialmente no tratamento de informações que precisam ser relacionadas aos beneficiários abrangidos pela obrigação.
Os eventos da série R-4000 envolvem informações sobre pagamentos, créditos e retenções. Dentro desse conjunto, existem situações em que dados complementares precisam ser corretamente associados ao beneficiário.
Isso pode ocorrer, por exemplo, no tratamento de determinadas informações de planos de saúde e rendimentos isentos vinculadas a pessoas físicas, conforme as regras aplicáveis a cada operação.
O Total Contador recebeu recursos para ampliar o tratamento dessas informações dentro da própria rotina fiscal.
O sistema considera o tipo de participante cadastrado para disponibilizar os controles correspondentes às situações aplicáveis a pessoas físicas. Também permite registrar informações necessárias ao tratamento de planos de saúde, incluindo dados da operadora, valores relacionados ao titular e, quando aplicável, aos dependentes.
Outra evolução está no tratamento de rendimentos isentos, permitindo que as informações sejam classificadas de acordo com os códigos correspondentes e utilizadas na geração dos dados necessários à obrigação.
O objetivo é centralizar informações que poderiam depender de controles paralelos e facilitar sua utilização na EFD-Reinf e nos processos relacionados.
A quarta novidade está diretamente relacionada à preparação do Total Contador para os novos processos da Reforma Tributária.
Com o avanço da apuração assistida da CBS, acompanhar somente aquilo que está registrado internamente deixa de ser suficiente. O escritório também precisa ter condições de confrontar seus dados com as informações disponibilizadas nos ambientes oficiais.
É nesse contexto que entra o Espelho da Apuração Assistida do Total Contador.
A proposta é concentrar informações que ajudem o profissional a comparar aquilo que foi escriturado no Total Contador com os dados relacionados à apuração da CBS.
Quando há uma divergência, o profissional consegue identificar quais documentos precisam de atenção, em vez de depender de uma conferência manual de toda a movimentação.
O recurso também apresenta os status associados aos documentos, permitindo acompanhar diferentes situações de processamento e identificar aquelas que precisam ser analisadas.
Com isso, a conciliação passa a funcionar cada vez mais pela lógica de gestão de exceções: o sistema ajuda a localizar divergências e o profissional direciona seu conhecimento para investigar e resolver os casos necessários.
👉 Confira o passo a passo no sistema aqui: Apuração Assistida da CBS: o painel que confere a Reforma Tributária por você.
À primeira vista, crédito de IBS e CBS, NFSe, EFD-Reinf e apuração assistida são assuntos bastante diferentes. E, de fato, cada um pertence a uma etapa específica da rotina fiscal.
O que os conecta é a transformação que está acontecendo na operação dos escritórios contábeis.
As quatro evoluções do Total Contador apresentadas neste artigo atuam em pontos nos quais dados fiscais, documentos eletrônicos, informações financeiras e obrigações tributárias precisam conversar entre si.
Enquanto algumas funcionalidades buscam reduzir correções manuais, outras ajudam a centralizar informações, acompanhar divergências ou adaptar os processos às novas regras tributárias.
É justamente essa integração que permite ao escritório diminuir o esforço dedicado a tarefas repetitivas e concentrar a equipe nas situações que exigem análise.
A implementação da Reforma Tributária tende a aumentar a importância da qualidade, integração e rastreabilidade dos dados utilizados na rotina fiscal.
Por isso, acompanhar as mudanças na legislação é apenas uma parte da preparação. Os sistemas e processos utilizados pelo escritório também precisam evoluir.
As novidades do Total Contador apresentadas aqui mostram diferentes frentes dessa transformação: desde a leitura mais inteligente de documentos fiscais até novos controles relacionados ao IBS, à CBS e à EFD-Reinf.
Para o profissional contábil, o resultado esperado é uma rotina com menos intervenção manual, mais capacidade de conferência e informações mais organizadas para a tomada de decisão.
E, à medida que novas etapas da Reforma Tributária forem implementadas, contar com uma solução preparada para acompanhar essas mudanças será cada vez mais importante para manter a operação fiscal eficiente e segura.



