PIX: tudo o que você precisa saber sobre o novo método de pagamento

PIX: tudo o que você precisa saber sobre o novo método de pagamento
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Com certeza você já ouviu falar sobre o Pix, é a sensação do momento para efetuar transações bancárias, mas vamos começar explicando um pouco como o Pix chegou a nossas vidas.

Além disso, na hora de realizar uma compra online, não será mais necessário aguardar a confirmação do pagamento para prosseguir com transação. O Pix também nasceu para facilitar os métodos de compra para os consumidores e empresas.

O que é e quem criou o Pix?

O Pix é uma forma de pagamento instantânea, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano, com mais velocidade, conveniência e segurança. O nome escolhido pelo Banco Central, na verdade, não é nenhuma sigla, mas um termo que remete a conceitos como tecnologia, transação e pixel. A ideia principal é ser algo muito simples, inclusive no nome.

O Pix foi criado pelo Banco Central, mas quem vai oferecer essa funcionalidade às pessoas e empresas serão as instituições financeiras: bancos e fintechs. Da mesma forma que TED e DOC, por exemplo, já aparecem no aplicativo como opções para uma pessoa na hora de fazer transferências de valores, o Pix vai aparecer nesse mesmo aplicativo como mais uma alternativa.

O Pix tem um aplicativo?

O pix não possui aplicativo próprio, pois ele é um serviço como o DOC e o TED. Portanto, ele só funciona dentro dos sites e aplicativos das instituições financeiras (bancos, fintechs, etc.).

Chave de segurança

É um dado que identifica você, como se fosse um apelido. Pode ser seu CPF/CNPJ, número de celular, e-mail ou uma chave aleatória, não vinculada a seus dados pessoais, que é gerada no aplicativo ou site do seu banco.

Para que você não precise informar os seus dados toda vez que for fazer um pagamento ou receber dinheiro. Assim, na hora da transferência, você fornece apenas a chave que cadastrou.

Como fazer o cadastro para utilizar o Pix?

Para fazer o cadastro, tanto pessoas físicas, como jurídicas, precisam ter uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) em um prestador de serviços financeiros, como um banco, uma fintech ou uma plataforma de pagamentos.

O registro vai acontecer no próprio canal do banco no qual o usuário tem conta, como no internet banking ou pelo aplicativo. O cliente deverá informar à sua instituição financeira qual chave Pix vai querer usar para fazer seu cadastro.

Ao definir a chave e dar o consentimento para fazer o cadastro, a instituição financeira envia a informação do cliente para o Banco Central finalizar o cadastro em seu sistema. Assim bancos, fintechs e outras instituições financeiras serão intermediadores entre o Banco Central e o consumidor final.

Para fazer o cadastro da chave e passar a usar o Pix, basta procurar pela seção “Pix” dentro do app ou internet banking do seu banco. Todas as instituições financeiras participantes são obrigadas, pelo regulamento do Banco Central, a mostrar a nova opção no menu de suas plataformas.

Conheça as vantagens e desvantagens do Pix

Se você ainda está na dúvida se deve ou não se cadastrar no novo sistema de pagamentos, o Pix, a melhor forma de você decidir é avaliando as vantagens e desvantagens.

Vamos te ajudar a tirar todas as dúvidas:

Vantagens

Sempre disponível

Com o Pix você poderá efetuar pagamentos a qualquer hora do dia, até mesmo de madrugada, e todos os dias da semana, incluindo feriados. A quantia é compensada no mesmo instante.

Você não precisa esperar o horário bancário para fazer a transferência ou aguardar três dias úteis para que o valor entre na sua conta.

Sem custos

Para pessoas físicas, o Pix será sem custos e completamente gratuito. Dessa forma, os clientes ficam livres de tarifas. Para pessoas jurídicas existirá um valor a ser cobrado, porém ainda não definido, vamos aguardar os próximos meses.

Segurança

A segurança para quem escolher o Pix como forma de pagamento também será grande. Elas terão as mesmas medidas que um DOC ou TED e o fato de serem mais rápidas, ágeis e disponíveis 24 horas não traz nenhum tipo de fragilidade na transação.

Desvantagens

Adaptação e tecnologia

Como toda novidade, o uso do Pix precisará de um processo longo de adaptação por parte dos usuários, que ainda vão passar por algumas dificuldades e de forma bem comum buscarão suporte das instituições financeiras.

Além disso, essa adaptação, de início, pode gerar algumas dores de cabeça. Afinal, você está envolvendo dinheiro e qualquer operação errada pode comprometer uma quantia baixa ou alta. Mas o seu banco certamente se colocará à disposição para ajudar nesses quesitos.

Outro ponto é com relação ao uso das tecnologias. Embora elas sejam totalmente favoráveis, algumas pessoas ainda sentem dificuldades em usá-las. Por isso, pode ser um empecilho em alguns casos.

Mas, vejam que as desvantagens não tiram o mérito da nova proposta e não apagam os inúmeros benefícios que a nova modalidade oferece.

As transações com o Pix serão realizadas a partir de três modelos:

  • Chaves
  • QRCode estáticos
  • QRCode Dinâmicos.

O QRCode estático permite que várias transações sejam realizadas a partir de um único código. Desse modo, é possível definir preços fixos para um produto ou mesmo deixar o pagador inserir um valor, o que é interessante para pequenas empresas, prestadores de serviço e pessoas físicas.

Já o QRCode dinâmico é exclusivo para cada transação, isso quer dizer que só podem ser utilizados uma vez. 

Existe limite de valor para as transações via Pix?

Não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Isso quer dizer que você pode fazer transações a partir de R$0,01. Em geral, também não há limite máximo de valores. Entretanto, as instituições que ofertam o Pix poderão estabelecer limites máximos para evitar riscos de fraude e de critérios de prevenção à lavagem de dinheiro.

O Pix é seguro?

Te garanto que sim. No geral, todas as informações que são disponibilizadas ao fazer um Pix contam com as mesmas camadas de segurança das transações de TED e DOC  como autenticação e criptografia, ou seja, neste sentido, o Pix é tão seguro quanto os meios de pagamentos que já existem.

Os dados pessoais dos usuários estão protegidos?

Todas as transações com o Pix estarão protegidas pela Lei do Sigilo Bancário, e também sob a proteção da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD. Então, se um usuário for fraudado, ele poderá se defender com o resguardo dessas leis.

Podemos dizer que o Pix é seguro, mas, no cenário atual, precisamos aguardar as futuras resoluções do Banco Central do Brasil para compreender as novas medidas de segurança.

Contudo, é importante destacar que, em caso de suspeita de fraudes, os usuários devem sempre entrar em contato com as instituições financeiras e os órgãos especializados.

E o Pix não para por aí, o Banco Central vem com mais novidades em 2021, confira:

  • Conta-salário: trabalhadores com esse tipo de conta poderão movimentar os recursos dela por meio do Pix;
  • Saque: os consumidores poderão fazer o saque em espécie pelo Pix;
  • Pix por aproximação: será possível realizar transferências com a função contactless, ou de aproximação;
  • Lista de contatos: integração dos aplicativos das instituições financeiras com a lista de contatos nos smartphones dos usuários.
  • Devolução em caso de fraude: O BC está desenvolvendo mecanismos de devolução ágil quando houver uma suspeita fundada de fraude ou falha operacional;
  • Pix Débito Automático: possibilidade de cadastrar contas para débito automático pelo Pix e efetivar pagamentos recorrentes.
  • Pix Agendado: agendamento de pagamentos e transferências com o Pix, assim como já é possível com TEDs e DOCs.
  • Limite de transações: limite igualado ao das transferências eletrônicas diretas (TEDs).

Agora que você entendeu o que é o Pix, vamos esperar para ver cada vez mais a revolução que esse sistema fará no mercado financeiro e os novos desafios para a segurança que virão com ele. 

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