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Futuro da contabilidade: como a tecnologia vai revolucionar o setor?

Fortes tecnologia apresenta futuro da contabilidade
Escrito por Fortes Tecnologia
Publicado em: 19/12/2019 Tempo estimado de leitura: 7 minutos

Assim como as máquinas a vapor e a mecanização da produção têxtil extinguiram o tear manual (1ª Revolução Industrial – 1750), o motor à combustão colocou os carros nas ruas no lugar das charretes (2ª Revolução Industrial – 1850) e a microeletrônica trocou as máquinas de escrever pelo computador pessoal (anos 70), estamos diante de um novo tsunami de inovações que impactará diretamente o futuro da contabilidade.

São tecnologias físicas, biológicas e digitais desenvolvidas com o aprimoramento das redes móveis e do fenômeno “cloud computing”, novidades que serviram de base para o surgimento de soluções de Big Data, Internet das Coisas e machine learning.

Em um universo de impressoras 3D, drones e realidade virtual, não foram somente as fábricas que se tornaram inteligentes. Escritórios de contabilidade e departamentos contábeis já começam a tirar proveito dessas novas tecnologias, e é difícil imaginar um contador que sobreviva nos próximos anos apurando resultados como se fazia nos anos 80. Vamos entender qual será o futuro da contabilidade na era dos negócios digitais?

Quais tecnologias e tendências vão impactar o futuro da contabilidade?

O contador do futuro terá mais tempo de trabalho remoto, imerso em um modelo mais colaborativo do que o atual. A diminuição das atividades burocráticas (por força da automação) deslocará esse profissional (e seu escritório) principalmente às áreas de planejamento tributário e auditoria, com base nas seguintes tecnologias:

Bitcoin e outras criptomoedas

Antes associadas erroneamente a fraudes fiscais, as criptomoedas representam uma verdadeira reinvenção do sistema financeiro mundial. Uma das pioneiras, o bitcoin, surgiu em meados de 2009 sinalizando uma alternativa para substituir o dinheiro convencional, reduzir o poder de governos e colocar em xeque a existência das instituições financeiras tradicionais.

O bitcoin vale-se de um sistema de registro de transações em rede de dados peer-to-peer (blockchain), que permite sua compra e venda por meio virtual à margem da validação e verificação das autoridades monetárias. Depois dele, proliferaram-se novos nomes no mercado de exchanges (casas de câmbios de criptomoedas), como ixcoin, litecoin e worldcoin.

Passados cerca de 10 anos, os bancos centrais ainda não sabem ao certo como fazer a regulação dessa moeda digital; enquanto isso, seu uso cresce exponencialmente no mundo: o bitcoin, sozinho, alcançou em 2019 a incrível marca de 400 milhões de operações efetuadas no planeta.

Mas se os governos não sabem o que fazer, os contadores deverão saber, com urgência, como registrar a variação de patrimônio por criptomoedas nos balanços de pessoas físicas e jurídicas. Provavelmente haverá a necessidade de desenvolver um sistema integrado às carteiras digitais, no intuito de municiar uma espécie de “criptocash” nos balanços e demonstrativos.

Mas há ainda outros desdobramentos dessa nova tecnologia no futuro da contabilidade: com a inevitável regulação dessas moedas digitais, a tendência é que o próprio pagamento de tributos passe a ser feito por meio dessas unidades monetárias. Como criar um fluxo de controle sobre o pagamento de impostos nesse formato?

Em resumo, diante de mudanças profundas na prestação de obrigações acessórias, pagamento de tributos e registros contábeis, não é de se espantar que existam estimativas dando conta de que a profissão de contador tem 94% de chances de ser extinta no futuro.

Obviamente que não se trata do fim do exercício da contabilidade por seres humanos, mas sim a “expulsão natural” dos contadores ainda apegados a métodos analógicos de escriturar mutações patrimoniais. Empresas e profissionais das Ciências Contábeis precisam urgentemente se adaptar à “4ª Revolução Industrial” em curso.

Blockchain

Na esteira da criptomoeda, há ainda que se falar no protocolo de segurança que lhe dá suporte, o blockchain. Aqui está possivelmente uma das mudanças mais decisivas no futuro da contabilidade.

O blockchain é um livro de registros descentralizado, uma espécie de “livro razão digital”. Esse mecanismo, originalmente criado para dar segurança a transações financeiras sem a presença de uma autoridade central, abre definitivamente as portas para um redesenho profundo na forma de pensar escrituração contábil.

Nesse cenário, sairiam as contas manuais e os intermináveis ajustes “ativo/passivo” para dar lugar a saídas de transações compartilhadas, preenchidas eletronicamente (e em tempo real) a cada modificação de patrimônio; seria o fim das “partidas dobradas” em nome de um modelo de escrituração totalmente ileso a fraudes, já que uma vez registrada na cadeia de blocos, uma operação jamais pode ser modificada no blockchain.

Com a possibilidade de fazer contabilidade real time, reduzir as chances de erros/adulterações, além de automatizar parte do processo de auditoria, o blockchain se mostra promissor como a grande ferramenta do contador da Indústria 4.0.

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Inteligência Artificial

Pouco a pouco, a Inteligência Artificial nos dá alguns indícios de seu papel no futuro da contabilidade. Um exemplo disso pode ser dado por uma situação prática. Vamos usar o transtorno causado pela Emenda Constitucional nº 87/2015 (que criou a DIFAL – Diferencial de Alíquotas do ICMS) para compreender o que a automação pode trazer ao setor contábil.

Entre 2016 e 2018, criou-se um modelo de partilha de ICMS nas transações interestaduais, gerando um complexo cálculo de tributos entre UF de origem e de destino que tomou muito tempo e paciência dos contadores nesse período.

Como seu escritório contábil deu conta de todas aquelas regras de partilha? Quem se arriscou a fazer a apuração do ICMS de clientes ligados ao e-commerce (os mais afetados) na base de planilhas ou sistemas legados, certamente caiu em inconsistências, perdeu horas de produtividade e talvez tenha até arcado com multas por parte do Fisco.

Um software contábil baseado em Inteligência Artificial poderia importar dados da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), calculando automaticamente os percentuais de recolhimento de acordo com um padrão previamente configurado no sistema. Imagine quanto seu escritório ou departamento ganharia com essa transformação digital no futuro da contabilidade?

Mas as facilidades não param por aqui. Atualização automática de normas contábeis, importação de dados diretamente para o SPED Contábil/Fiscal, validação eletrônica de lançamentos, disparo de lembrete de entrega de obrigações, apuração eletrônica de tributos: não há mais como pensar em contabilidade apoiada em planilhas do Excel ou aplicações obsoletas.

Os próprios sistemas públicos digitais impõem integração com soluções contábeis de excelência, softwares baseados em Inteligência Artificial que trazem recursos como os citados acima. A migração para essa nova era em contabilidade é um caminho sem volta no setor.

Chatbots para atendimento ao cliente

Mas além da automação contábil proporcionada pela Inteligência Artificial, há ainda outras perspectivas de uso dessa tecnologia, muitas das quais mudam bastante a rotina dos escritórios.

Imagine que você pudesse utilizar chatbots (com capacidade de aprendizado contínuo) para fazer um primeiro atendimento aos clientes ou, mais do que isso, oferecer serviços de consultoria a empresas (como definição de enquadramento, estratégias de isenção/deduções etc.)?

Se até algumas décadas, esse cenário somente seria possível aos enredos dos filmes de ficção, hoje isso se torna plausível graças a dois pilares da Inteligência Artificial: machine learning e deep learning.

Machine learning (aprendizado de máquina) é a utilização de algoritmos para agregar, cruzar e processar dados no intuito de reconhecer padrões e, com isso, permitir que aplicações “aprendam” com esses modelos gerados. Esse fluxo de aprendizado permanente é ilimitado, o que significa ter máquinas cada vez mais autônomas e “inteligentes”.

Já deep learning é parte do aprendizado de máquina que utiliza algoritmos de alta complexidade para imitar o cérebro humano. Funciona a partir do empilhamento de diversas camadas de “neurônios artificiais”.

Imagine que no futuro da contabilidade, toda essa tecnologia esteja presente nas aplicações de robôs de atendimento e então você entenderá a razão pela qual seu escritório pode ter, em breve, uma recepcionista virtual ou até mesmo um consultor contábil digital.

Pois bem, por hoje é isso! Quer saber mais sobre as tendências inevitáveis ao futuro da contabilidade? Então baixe agora nosso e-Book “O futuro do profissional da contabilidade: conceitos e tendências para os próximos anos” e aprofunde-se na compreensão desse furacão tecnológico!

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