Gestão de pessoas

Trilhas de carreira: desenvolva seus colaboradores com a carreira W

Escrito por Isabel Holanda

As trilhas de carreiras é a forma encontrada por muitas empresas que permite que os profissionais possam crescer ainda mais em sua profissão. A Carreira W é uma das formas de encarar os desafios profissionais, dando ainda mais uma opção de crescimento aos colaborador e a empresa.

Há tempos atrás, os colaboradores, sejam eles líderes ou não, eram escolhidos para novos desafios por vários fatores, porém muitas vezes estavam pouco preparados para assumir esses desafios. Muitos eram obrigados a assumir a posição de liderança, mesmo não gostando ou se identificando com a nova função, comprometendo assim o trabalho e a equipe.

O que são trilhas de carreira?

A solução foi adicionar às possibilidades de ascensão uma trilha de carreira que permitisse a esses bons profissionais alcançar degraus mais altos — tanto em termos de responsabilidades e desafios quanto de remuneração e benefícios — como especialistas em suas áreas de formação.

Dentro de qualquer empresa, controlar resultados e estabelecer metas é essencial. Por ser assim, é preciso que o RH fique atento aos trabalhos realizados e utilize indicadores de desempenho. Conheça também os 7 indicadores de desempenho que o RH deve estar de olho.

Carreira em Y

Desde então, foi criado a conhecida trilha de carreira em Y, fazendo parte do cenário de grande parte das empresas no Brasil. A trilha permite aos colaboradores ascender entre promoções horizontais (operacional, com mudanças de gap) e/ou verticais (cargos de liderança).

Essa nomenclatura se deu a alusão ao próprio formato da letra com a chance de escolher entre duas opções: carreira gerencial ou técnica.

Carreira em W

Mas não discutiremos sobre a carreira em Y e, sim, sobre a possibilidade de trabalhar com Carreira em W. Esse movimento teve inicio aproximadamente na década de 80, esse movimento foi adotado por empresas de tecnologia, mas caiu em desuso pela dificuldade de implementação. Essa metodologia tem uma aderência bem aceitável em algumas organizações que trabalham com projetos, estas tem retomado a utilização da carreira em W.

Nos sistemas tradicionais dos quais conhecíamos de desenvolvimento de carreira era normal que o colaborador fosse galgando, com o tempo, o seu espaço na organização, passando pela fase de analista, gerente até diretor.

A “carreira em W”, dispõe de uma terceira possibilidade, de que profissionais que não se identificam com cargos de liderança pudessem continuar sua jornada de crescimento através de mais responsabilidades, desafios ,salários maiores e melhores benefícios, o definindo como especialista em sua área de atuação.

As características do colaborador “W”

O que vemos hoje nas organizações muitas vezes são bons colaboradores que fazem a parte técnica e analista muito bem, se destacando no que fazem e a empresa, acreditado que este tem o perfil e competências para liderar pessoas, o promovem a um cargo de liderança.

É possível ter profissionais que sejam bons com gestão de projetos, mas que podem não se identificar com gestão de pessoas . Uma das possibilidades para perfis de colaboradores especialistas seria esse endereçamento de carreira, ampliando em maiores possibilidades para bons profissionais que não se identificam ou que não se veem com competências necessárias para lidar com a gestão de recursos humanos.

E como funciona na prática? 

Segundo materia da Revista Negócios & Cia, a empresa Embraco decidiu mudar a forma como lidava com as promoções, há muitos anos trabalhando com carreira em Y, eles perceberam que bons especialistas não estavam enquadrados nem como líderes e nem como técnicos e decidiram adotar a “carreira em W”.

Imagine várias equipes onde se tem referências técnicas por produtos ou setores, agora inclua nessa perspectiva a possibilidade de cada especialista poder participar de processos seletivos internos para trabalharem em outros projetos, onde este possui as competências necessárias para participar.

Dessa forma é possível criar um grupo de talentos. Os desafios dessa trilha consistem em ter projetos dentro da empresa onde possibilite essa mudança, a definição clara das competências para cada cargo e projeto, a definição do plano de carreira com definições salarias atrativas e assegurar que cada uma das três pernas do W tenha cargos com o mesmo nível de equivalência.

Carreiras e a realidade da sua empresa

A carreira em W não exclui totalmente a possibilidade de cargos de liderança, ao contrário ele apenas cria um caminho com maiores possibilidades para que os participantes analisem em que se enquadram melhor. Dessa forma a empresa retém talentos e oxigena as equipes com “novos” olhares.

Claro que essa trilha de carreira pode não se aplicar para todos os tipos de organização, em organizações mais complexas pode haver muitas vezes várias possibilidades de trilhas possíveis. Nesses casos, não poderíamos atribuir a analogia com o W.

Poderíamos dizer então que – a carreira em W estaria mais apropriada a empresas com realidade de médio porte que não possuam processos complexos.

Tenha diversidade de talentos

Ao saber lidar com os colaboradores que pertencem a diferentes gerações, o gestor tem a possibilidade de tornar mais eficiente e eficaz o trabalho da sua equipe, aproveitando as habilidades e os conhecimentos trazidos por todos eles.

Então, conheça também as dicas que auxiliam tanto os gestores quanto os profissionais da área de Recursos Humanos no gerenciamento profissional de pessoas das mais variadas idades. Que tal conferir já as 7 dicas para lidar com múltiplas gerações na gestão de pessoas?

É possível dizer que as organizações podem trabalhar de forma setorial com a trilha que melhor se encaixar, mas sempre com o mesmo cuidado de não perder um bom especialista técnico ou de não reconhecer alguém que possui habilidades de liderança e que não foi reconhecido.

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Sobre o autor

Isabel Holanda

Há mais 10 anos atuando na área de gestão de pessoas, atualmente, é gerente de conteúdo na Fortes Tecnologia. Graduada em Pedagogia pela UFC, com pós graduação em Gestão de Pessoas, Psicopedagogia e Life Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Além disso, é palestrante de temas relacionados aos subsistemas de RH com foco em liderança e desenvolvimento de equipes.

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