Gestão de pessoas

Salário certo: o que analisar na hora de definir a remuneração da equipe?

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Escrito por Karina Souza
Atualizado em: 18/10/2018 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O salário certo para remunerar um colaborador é sempre um quesito que merece ser bastante analisado, tanto para empresa quanto para o seu empregado.

Existe uma série de fatores que levam um profissional a se candidatar a uma vaga de emprego em determinada empresa e o levam a manter sua motivação enquanto está trabalhando nela. Um deles é o salário.

Entretanto, vários estudos já mostraram que remunerações têm maior efeito a curto prazo, mas nem sempre são capazes de manter os profissionais motivados por um longo período de tempo. O fato é que um bom salário é fundamental para colaborador ter qualidade de vida, sentir-se reconhecido e gerar mais resultados para a empresa.

Mesmo não sendo muito elevado, a organização pode complementá-lo com benefícios, como vale-transporte, ticket alimentação e treinamentos — que inclusive, são alguns dos pontos que mais motivam os profissionais.

Portanto, a definição de um bom salário é importante e não pode ser feita de qualquer forma. Os gestores devem analisar uma série de fatores antes de chegar a remuneração final. Veja quais são eles a seguir:

A média salarial do mercado

Se a empresa oferecer salários que estejam abaixo da média, ou ela vai atrair profissionais com competências abaixo do nível do mercado, ou seus colaboradores atuais podem pedir demissão, assim que surgirem novas oportunidades.

O primeiro caso compromete a qualidade da entrega de produtos ou serviços e pode prejudicar tanto a imagem da empresa como a retenção dos seus clientes.

Já o segundo caso traz o problema da rotatividade maior, pois muitos profissionais permanecem na empresa apenas enquanto não encontram oportunidades e pedem demissão tão logo encontrem boas opções e isso incorre em vários prejuízos financeiros.

Por isso, é importante analisar a média salarial do mercado para cada cargo e adequar a remuneração dos seus profissionais tanto quanto possível, levando em conta, claro, a realidade da própria empresa.

O salário certo para cada cargo

O incômodo entre funcionários por conta de salário nasce de alguma grande diferença salarial em cargos que exijam o mesmo nível de comprometimento. Afinal, um colaborador não deveria ganhar mais se um outro realiza praticamente a mesma função.

A diferença salarial entre cargos parecidos só pode ocorrer para profissionais com diferentes graus de expertise, seja ela oriunda da formação acadêmica ou da experiência no mercado.

O trabalho realizado pelos profissionais

Quando há uma variação considerável nas demandas e os funcionários recebem novas exigências, considere hora de rever seus salários.

Essa adequação — que não obrigatoriamente deve ser no salário em si, mas pode vir em forma de bonificação ou benefícios — é fundamental para engajar a equipe e manter sua motivação para atender as demandas.

Os benefícios oferecidos

A definição do salário também deve levar em conta os benefícios oferecidos ou não pela empresa. Isso porque, conforme citamos anteriormente, nem sempre um salário alto é capaz de atrair bons profissionais e mantê-los na empresa por um longo período de tempo.

Os benefícios também podem chamar sua atenção e, de certa forma, aumentar a sua remuneração, mesmo que o salário-base seja baixo.

Os benefícios mais comuns são o vale-transporte e o ticket alimentação — que não são vistos como diferencial, mas requisito básico para as atividades — e o plano de saúde. Mas há muitos outros que podem ser utilizados pelas empresas, como:

  • Treinamentos e workshops;

  • Folgas remuneradas;

  • Dias adicionais de férias;

  • Ingressos para eventos;

  • Viagens corporativas etc.

Oferecer esses benefícios é uma ótima forma remunerar melhor os profissionais pelo seu trabalho, mas sem, necessariamente, aumentar os seus salários.

Isso é favorável também para a empresa pois aumenta a remuneração-base incorre diretamente em mais impostos e tributos. Já os benefícios, como o vale cultura, por exemplo, podem até gerar descontos no Imposto de Renda.

Percebe quantos fatores devem ser analisados? Se tiver ficado com alguma dúvida, deixe um comentários e vamos trocar algumas ideias!

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Sobre o autor

Karina Souza

Graduada em Recursos Humanos, Coach e Especialista em Gestão Empresarial. Atualmente é gerente de produtos na área de Gestão de Pessoas do Grupo Fortes, instrutora na área de RH, gestão de pessoas e SST. Participa como membra da Associação Brasileira de Recursos Humanos e do grupo de SST das empresas piloto do eSocial. Cursando Técnico de Segurança do Trabalho.

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