Gestão financeira

Quando devo fazer um empréstimo para expandir a minha empresa?

Atualizado em: 12/05/2017 Tempo estimado de leitura: 7 minutos

A decisão de obter aporte de recursos financeiros com terceiros nem sempre é uma escolha fácil, uma vez que uma série de fatores devem ser analisados antes de qualquer decisão. A escolha de uma linha de crédito ideal para suprir as necessidades da empresa deve levar em conta qual o risco que será empregado, já que grande parte dos ativos financeiros (bens, direitos e valores) serão colocados como garantia.

Muitas empresas alavancam seus negócios com um empréstimo inicial e, com a expansão, conseguem quitá-lo com o aumento dos lucros. Mas quando devo pensar em requisitar um empréstimo para expandir minha empresa? O que devo levar em consideração nesse processo de expansão empresarial? Empreendedores devem levar em consideração alguns passos para tornar o processo de decisão mais seguro e realizado de acordo com as reais necessidades da empresa.

Saiba mais sobre o assunto em nosso post de hoje:

Conheça as necessidades da sua empresa

Antes de sair procurando um empréstimo, é preciso ter muito bem definido qual a necessidade de capital que a empresa precisa. Entre os principais motivadores podem estar:

O início de atividade

O início da atividade, para muitos empreendimentos, nem sempre é algo fácil, uma vez que necessita de capital inicial para dar os primeiros passos — seja para a contratação de mão de obra, para a compra de móveis, para o capital de giro inicial ou para as despesas de rotina. Nesse caso, a opção de empréstimo é necessária.

A opção de empréstimo precisa ser cuidadosamente analisada, uma vez que a parcela contraída deve se enquadrar nas condições de pagamento da empresa. Uma dica é realizar uma análise da previsão de faturamento, que pode ser feita já no plano inicial de investimento. Nele, é possível estabelecer uma estratégia de aplicação e realmente destinar o crédito para a expansão da empresa.

Outro ponto que deve ser levantado é o prazo para quitação do empréstimo. Grandes aportes, com prazos muito estendidos, podem não ser uma boa opção. Dê preferência para pequenos aportes e com curtos prazos de pagamento. Garanta também um destino do crédito para a real necessidade da empresa e utilize-o de forma gradual, sempre avaliando a aplicação com o retorno do investimento.

Via de regra, à medida que for se capitalizando, faça uma reserva de giro para conseguir minimizar a necessidade de crédito com o passar do tempo e continuar se mantendo com o próprio capital.

A ampliação e a modernização

O cenário mercadológico atual exige que empresas acompanhem a tendência tecnológica para se manterem competitivas. Investir em modernização, seja em novos equipamentos e mão de obra mais especializada, pode ser benéfico em longo prazo, além também de oportunizar a expansão dos negócios.

É preciso ter cuidado com o prazo estabelecido para quitação do empréstimo, levando em consideração tanto a depreciação do ativo empregado quanto a ampliação física, que em muitos casos passa a depender de bens imóveis locados. Nesses casos, é preciso reservar uma parcela de capital para realizar a manutenção do maquinário, evitando a ociosidade dos equipamentos e dos espaços físicos.

Quer dizer, é necessário realizar o bom uso das instalações e de todo o maquinário. Antes de qualquer decisão, analise as necessidades e veja a possibilidade de terceirizar antes de adquirir — principalmente no momento inicial de abertura do negócio. Em muitos casos, essa estratégia é mais vantajosa e demanda menos investimento.

A abertura de filiais ou de unidades de negócio

Nesse caso, empresas que recorrem a empréstimos para subsidiar uma mudança de endereço por causa de processos de expansão (ou até mesmo outros fatores inesperados) podem encontrar em financiamentos ótimas opções para atingir o objetivo.

De forma geral, as melhores linhas de crédito serão sempre aquelas que a empresa consegue o que precisa, nas condições ideais e que estão de acordo com o momento financeiro da instituição.

É importante lembrar que o processo de expansão, abertura de filiais ou unidades de negócio demandam o mesmo esforço de abertura de uma empresa. A decisão de empréstimo para estas situações deve ser analisada, levando em consideração a melhor forma de captação, dentro do melhor prazo e condições de pagamento.

Busque informações da instituição financeira

O grande erro de muitos empreendedores é fechar negócio com a primeira instituição que encontrarem pelo caminho. Esse equívoco pode custar muito caro e colocar o negócio ainda mais em dívidas. É essencial que gestores procurem informações a respeito das linhas de crédito e analisem qual opção melhor se enquadra nas necessidades da empresa. No caso de bancos que já mantêm um relacionamento de longo prazo com a empresa, é bom solicitar condições diferenciadas e que podem se adequar às necessidades do negócio.

Muitos bancos ofertam linhas de créditos melhores para clientes que faturam seus boletos na instituição bancária, abrem contas para funcionários ou mesmo realizam algum tipo de seguro ou plano de previdência. Enfim, bancos geralmente oferecem as melhores condições em troca de relacionamentos duradouros.

É importante ficar atento as condições que cada banco oferece (custos, prazos, limites, juros, multas e uma série de fatores), uma vez que varia de instituição para instituição.

Tenha sempre disponível uma planilha de controle ou programa para realizar as comparações e realizar a decisão com base em dados confiáveis e atualizados, sempre de acordo com as necessidades da empresa e as condições para quitação dentro do prazo.

Prove que você conseguirá honrar os compromissos

No ato da negociação com o banco, será preciso demonstrar se o capital que está sendo almejado será financeiramente viável. E a melhor forma para demonstrar isso é um bom plano de negócios. É preciso ficar atento a algumas exigências feitas por algumas instituições financeiras, uma vez que elas solicitam um estudo de viabilidade do projeto como forma de garantir que o empréstimo será quitado.

Realizar um estudo realista da viabilidade econômica é uma excelente opção para empreendedores que querem realizar um empréstimo, pois indica um compromisso em honrar as dívidas. Para empresas que já possuem um faturamento, é importante levar documentos que comprovem a renda — e, nesse momento, um contador pode auxiliar, afinal, ele é o profissional que fornece todas as informações sobre a real situação do negócio com base em dados contábeis, financeiros e econômicos.

Caso a empresa tenha bens (imóveis, veículos, máquina etc.) que podem ser colocados à disposição do banco, essa pode ser uma ótima opção para desburocratizar o processo de concessão de crédito. Isso também permite aumentar o limite oferecido e diminuir as taxas a serem cobradas.

Estude os juros do negócio

Contrair dívidas já é algo ruim para qualquer empreendimento, mas pode ser ainda pior quando a empresa contrata uma instituição financeira errada e que acaba colocando nos valores contratados juros exorbitantes. Tão importante quanto evitar o endividamento é saber entender os valores que estão embutidos na contração de uma dívida.

Empreendedores se iludem com disponibilidades de linhas de crédito que, no final das contas, acabam deixando a empresa ainda mais no negativo e com dívidas cada vez maiores. Sem falar que muitos empresários acabam pagando juros altos à toa, sem se dar conta que existem linhas de crédito mais baratas e vantajosas no mercado. Basta procurar e analisar a melhor delas de acordo com a necessidade.

Considere a “obrigatoriedade” de realizar o controle do fluxo de caixa do seu negócio para constatar a real necessidade de crédito da sua empresa. Muitos empresários recorrem a empréstimos sem muitas vezes precisarem. A falta de conhecimento sobre o financeiro da empresa pode levar o empresário a contrair uma dívida desnecessária e a pagar juros e tarifas em vão.

E, por fim, antes de recorrer a um empréstimo bancário, verifique se ele realmente é vantajoso e quais as taxas de juros aplicadas. Cada instituição bancária tem as suas próprias taxas, e a pesquisa de mercado é a melhor forma de se livrar de dívidas desnecessárias e contratar um empréstimo que se enquadre no orçamento da organização e possibilite o crescimento.

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Sobre o autor

Geordânia Oliveira

Graduada em Administração de Empresas; Especialização em Gestão de Pessoas; MBA em Controladoria e Finanças; Com experiência 14 anos na área financeira; Consultora de Conhecimento Financeiro e Gestão de Estoque na Fortes Tecnologia em Sistemas; Produtora de Conteúdo sobre assuntos Financeiros; Instrutora do Fortes na Prática Presencial e Web; Instrutora dos Treinamentos dos Sistemas Fortes Financeiro e Fortes Compras e Estoque para os Colaboradores Internos, Clientes e Unidades da Fortes Tecnologia.

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