Gestão de pessoas

Perfil do candidato: existe um padrão que as empresas procuram?

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Escrito por Isabel Holanda
Atualizado em: 31/01/2019 Tempo estimado de leitura: 8 minutos

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Segundo pesquisa realizada pelo IBGE a taxa de desempregados bateu record no primeiro trimestre do ano passado (2018) chegando a um total de 24,7%, o que representou 27,7 milhões de pessoas desempregadas. O que isso tem isso tem a ver com o perfil do candidato? Continue lendo.

Esse número do IBGE é composto por pessoas que estão desempregadas há bastante tempo, pessoas que gostariam de trabalhar e as que desistiram de procurar emprego. Confira a material aqui 

Mesmo com números tão alarmantes todos os dias, são anunciadas diversas vagas e muitas vezes ouvimos dos recrutadores que essas vagas demoram para ser preenchidas por falta de “mão de obra” qualificada. Até que ponto isso é real e o que as empresas e recrutadores tem exigido dos candidatos?

Competências Imprescindíveis 

Sabemos que conseguir emprego não tem sido tarefa fácil, imagina então conseguir um bom emprego. Além dos percentuais assustadores de desemprego, existem vários outros desafios que podem impedir que isso aconteça, a competitividade, além de cargos com muita exigências e competências específicas.

Existe um perfil padrão?

Poderíamos desenhar um perfil comportamental que o destacaria dentre os outros, mas o fato é que não existe um padrão universal, mas sim competências técnicas (hard skill) e comportamentais (soft skill) que podem te destacar dos outros participantes.

Se você está pensando em falar sobre seu perfeccionismos, aconselho que nem use isso. Esse ponto já está batido e vencido. Outras competências muito utilizadas são proatividade, resiliência, boa comunicação.  Esses pontos já são considerados básicos e podem ser vistos pelo recrutador no próprio processo seletivo.

As competências das quais falaremos hoje reúnem uma visão mais atual do que as empresas tem precisado de seus candidatos e do que o mercado tem exigido de seus colaboradores para atingimento de resultados. Elenquei algumas dessas competências abaixo pra você:

  1. Ter foco em resultado
  2. Inteligência Emocional
  3. Auto Gerenciamento
  4. Ser multifuncional
  5. Identificar-se com os valores da empresa

1) Foco em resultado

Poderíamos fazer um artigo só com esse tema de tão amplo que ele é. Para alguns autores, foco é saber priorizar o que te fará atingir seus resultados e não se desviar. Para Steve Jobs, criador da Apple, “foco é dizer não” justamente por saber que para se atingir resultados não há espaço para interferências que te façam mudar da sua rota principal.

Costumo ver muita gente boa se perder por falta de foco e dispersão. Em outros casos o ser humano quer fazer “Duck Strategies” ou Estratégia de Pato. Sabe aquelas pessoas que tudo o que pedem ela faz e no final ela já tem tanta coisa que não conseguiu fazer nenhum com qualidade ou deixou várias atividades inacabadas? Pois bem, essa pessoa usa Duck Strategies.

Relação com o pato

Assim como pato, ela canta, nada e voa, mas não faz nada dessas coisas muito bem. Você já viu um pato voando ou nadando? Posso afirmar, ele é multitarefas, mas não consegue executar nada muito gracioso.

Por isso, nunca perca a dimensão de produtividade em seu trabalho. Muitas outras características positivas de seu perfil poderão ser esquecidas caso você não cumpra com o que for estabelecido em relação a metas.

2) Inteligência emocional

Não sei se você já ouviu falar sobre a definição “Inteligência Emocional” ou Inteligência Social. Alguns autores já falam sobre isso desde muito tempo, um desses autores é Daniel Goleman que escreveu algumas obras abordando esse tema.

Perfil com inteligência emocional

No livro Inteligência Emocional, Goleman traz todas as definições para o termo e as aplicações. Tenho alguns indicações de mais autores que falam sobre o tema, pra conferir clique aqui.

O significado tem base em estudos trazidos da Psicologia que descreve a capacidade do indivíduo em  reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles, entender o contexto social, as regras implícitas e explicitas de vários ambientes. É possível afirmar ainda que ele consegue ser bom mediador de conflitos e se relacionar com várias pessoas.

Você talvez já consiga reconhecer de cara quem não dispõe dessa competência e já deve ter visto alguém que fala um montão de coisas sem nenhum filtro, independente de onde e quem esteja. Ou pessoas que não se percebam com características que a atrapalham de lidar com emoções, principalmente quando pressionada.

A importância da inteligência emocional

Sabe porque essa competência é tão requerida em candidatos? Nunca vivenciamos um ambiente com tantas necessidades de  interconectividade, com cenários onde existem diversas gerações, gêneros, raças, crescimento tecnológico em plena ebulição. Para conseguir “passear” no meio de um cenário que muda a todo momento e com necessidades diferenciadas, possuir essa competência fará toda diferença.

Pesquisas comprovam que a maioria dos candidatos que se destacam possui essa competência de forma que o destacam entre os demais. Eles conseguem trabalhar facilmente em equipe e mesmo em grandes grupos consegue se destacar, ser colaborativo e ainda receber titulo de representante do grupo, ele se expõe, mas também consegue ouvir e aceitar opniões diferentes.

Imagine um processo seletivo onde você precisará se expor e objetivo e ver como você lida sob pressão, nessa hora você poderá mostrar se consegue se destacar .

3) Auto gerenciamento

Para que você consiga fazer um bom auto gerenciamento, você precisa ter conhecimento de suas fraquezas e daquilo que pode te atrapalhar no decorrer do seu dia.

O auto gerenciamento é percebido quando o colaborador conhece todas as suas potencialidades e pontos fracos, consegue contornar as debilidades com ações práticas e sua performance é baseada sempre em resultados.

Como ter auto gerenciamento?

Para isso, saber o que precisa ser feito e onde você quer chegar são primordiais para obtenção dos melhores resultados. Atualmente além do auto conhecimento existem ferramentas no mercado, e muitas gratuitas, que podem te ajudar a enxergar e gerenciar suas demandas e o que precisa ser priorizado.

Além disso você pode adotar uma técnica que utilizamos muito no processo de coaching que é a SMART , traduzindo nada mais é que Specific (Específica), Mensurable (Mensurável), Attainable (Alcançável), Relevant (Relevante), Time-Based (Temporal).

Já dá para entender que essa ferramenta trabalha com coisas factuais, concretas e objetivas não é? Quer ver um exemplo de como trabalhar com essa ferramenta poderosa? Vou mostrar agora.

Objetivo

O objetivo que utilizaremos como modelo será o de concluir um projeto de capacitação para um time específico.
Para conseguir trabalhar com essa ferramenta descreva exatamente qual a sua meta, defina quais equipes participarão, em quanto tempo você pretende concluir, se terá alguma análise de ROI (retorno sobre investimento) e entre outros detalhes.

Recursos

Crie metas seja para conseguir os palestrantes, dinheiro para contratá-los.

Analise o Cenário e maneiras de conseguir

A empresa possui recursos humanos com capacidade para ministrar? Os palestrantes de fora têm disponibilidade? Existem entidades que se pode fazer parceria?

Trace Metas concretas

Quantos colaboradores treinados e em “x” tempo?

 4) Ser Multifuncional

Claro que entendemos que no mundo corporativo não basta apenas saber do que fala ou uma boa formação técnica, é preciso jogar em diversas posições.

Do que adianta saber fazer , sem ter a atitude de querer fazer? Parece lógico, mas por diversas vezes e em pequenos detalhes muitas vezes desapercebidos em um processo seletivo é deixado passar algumas oportunidades.

5) Identificar-se com os valores da empresa 

Não sei se você já teve a oportunidade de se relacionar com alguém que tem valores diferentes dos seus, não é algo fácil e em muitos casos gera mais do que conflitos, uma ruptura do relacionamento. Quer entender melhor a situação? Vamos lá, vou te dar um exemplo maravilhoso para que você entenda a importância de ter valores semelhantes ao lugar que você pretende trabalhar.

As diferenças podem ser difíceis

Imagine que você conheceu uma pessoa maravilhosa, lindíssima – admitindo que somos assim – e com um bom papo, mas ele ou ela acreditam em relação aberta, que tanto você quanto ela podem “ficar” com quem quiser. Pois bem, se você for do time que não compartilha desse valor, provavelmente vai chegar a um ponto que o relacionamento de vocês não se sustentará.

Você pode até começar (ser contratado) por acreditar que toda a estrutura da é encantadora, mas posso te falar, você não vai conseguir permanecer, pois os valores que vocês possuem é completamente diferentes.

Depois desse exemplo preciso explicar mais nada para você sobre identificar-se com os valores da empresa não é? Essa questão quase não é avaliada por candidatos, mas que é de suma importância para o crescimento e permanência nessa nova fase.

O perfil padrão não existe

E para finalizar reitero que embora não haja um perfil padrão, existem competências que te destacarão na multidão. Atrelados a isso não podemos esquecer de que você precisa demonstrar interesse e um conhecimento técnico do que pretende fazer.

Não foque só na formação técnica, várias empresas muitas vezes por reconhecer um perfil diferenciado, adotam a decisão de formar pessoas comportamentalmente boas do que o contrário. Espero ter te ajudado de alguma forma e espero que essas dicas te ajudem a se recolar o mais rápido possível.

Se você gostou das minhas dicas, aproveite para saber mais sobre Hard Skill e Soft Skill, dois termos que mencionei no começo deste artigo. Boa leitura!

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Sobre o autor

Isabel Holanda

Há mais 10 anos atuando na área de gestão de pessoas, atualmente, é gerente de conteúdo na Fortes Tecnologia. Graduada em Pedagogia pela UFC, com pós graduação em Gestão de Pessoas, Psicopedagogia e Life Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Além disso, é palestrante de temas relacionados aos subsistemas de RH com foco em liderança e desenvolvimento de equipes.

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