Gestão de pessoas

Em que situação o trabalhador pode perder o direito de férias?

Em que situação o trabalhador pode perder o direito de férias? 1
Atualizado em: 27/03/2019 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Um dos momentos mais esperados pelo trabalhador é o seu período de descanso, isto é, o momento do gozo de suas férias. No entanto, apesar de considerado um direito constitucional, o trabalhador poderá, em algumas situações perder esse direito.

Bom, mas antes de perder a possibilidade de gozar as férias, é preciso obviamente adquirir o direito primeiro.

Para que isso aconteça, é necessário que o empregado com contrato de trabalho e carteira assinada, trabalhe pelo período de 12 meses, situação em que o empregado terá direito às férias de 30 dias.

Preparamos também um artigo para tirar suas principais dúvidas e respondemos tudo para que possa entender melhor sobre seu direito de férias com a Reforma Trabalhista.

Agora, veja este artigo completo e entenda tudo sobre em que situações o trabalhador pode perde o seu direito de férias.

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O que é período aquisitivo e concessivo?

O período trabalhado de 12 meses é chamado de período aquisitivo, pois é o período em que se adquire o direito às férias.

Logo em seguida, vem o que chamamos de período concessivo que corresponde ao período em que a empresa deve conceder as férias, que também corresponde a 12 meses.

Vale lembrar que muitas empresas optam por estabelecer o limite de 11 meses visando não correr o risco de pagar as férias dobradas.

Entenda também sobre como funciona o direito ao gozo das férias e como realizar o seu cálculo.

É possível o trabalhador ter seus dias de férias reduzidos?

Totalmente possível. Conforme a CLT o trabalhador terá os dias de férias reduzidos de acordo com o número de faltas injustificadas no curso do período aquisitivo, como podemos ver na tabela abaixo.

Qtd. de Faltas Injustificadas

Dias de Direito de Férias

De 0 a 5

30 dias

De 5 a 14

24 dias

De 15 a 23

18 dias

De 24 a 32

12 dias

Acima de 32

0 dias

  

Em quais situações o empregado perde o direito a férias?

Afastamento temporário

Segundo o art. 133 da CLT, a perda do direito das férias pode ocorrer, por exemplo, quando o colaborador estiver afastado de suas atividades em decorrência de auxílio doença ou acidente do trabalho, e dessa forma, tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxilio-doença por mais de 6 meses.

É importante lembrar, que esse total de dias de afastamento deve ser dentro do período aquisitivo, ou seja, se o trabalhador ficar afastado por mais de 180 dias, em torno de seis meses embora descontínuos, dentro de dois períodos aquisitivos, ele não perde o direito às férias.

Outro ponto importante é em relação aos 15 primeiros dias do afastamento que não entram nessa contagem já que o pagamento da remuneração é de responsabilidade do empregador.

Nesse sentido, se o trabalhador permanecer afastado por mais de 180 dias dentro de um período aquisitivo, ele perderá o direito às férias e ao retornar à suas atividades terá um novo período aquisitivo iniciado.

Afastamento sem percepção do salário

Se o trabalhador deixar de trabalhar ou permanece afastamento por mais de 30 trinta dias corridos como, por exemplo, em caso de licença remunerada ou em virtude de paralisação parcial dos serviços da empresa ele também irá perder o direito ao gozo de férias.

A outra possibilidade é do trabalhador não readmitido dentro do período de 60 dias. Nesse caso, ele também não terá direito as férias.

Demissão por justa causa

Em caso de demissão por justa causa, o trabalhador terá direito apenas ao saldo de salário e férias vencidas, se houver. Dessa forma, o trabalhador demitido por justa causa, não terá direito às férias proporcionais.

Curtiu nosso conteúdo? Então, deixe seu comentário ou sua dúvida sobre o seu direito de férias.  Compartilhe nossos conteúdos e aproveita para ver todos os nossos materiais gratuitos disponíveis em nosso blog. Certamente, deve ter algum que pode se encaixar e resolver o seu problema.

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Sobre o autor

Patrícia Capistrano

Há 14 anos na área trabalhista, atualmente como Consultora de Relacionamento da Fortes Tecnologia, membro da Comissão de Normas Técnicas Aplicadas às Áreas Trabalhistas e Previdenciária do CRC-CE, graduanda em Direito pela FANOR. Atuou como consultora e coordenadora no suporte de gestão de pessoas da Fortes Tecnologia. É instrutora e palestrante do Programa de Apoio ao Estudante (PAE); Fortes na Prática (FNP); professora da Fortes Treinamentos e Simples Treinamentos com cursos voltados para área trabalhista e atualmente é destaque com palestras sobre eSocial e Reforma Trabalhista em diversas regiões do País.

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