Gestão contábil

Contabilidade mental: o que é e qual o impacto na sua empresa?

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Escrito por Fortes Tecnologia
Atualizado em: 28/02/2020 Tempo estimado de leitura: 5 minutos

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Como se sabe, a contabilidade é uma das áreas mais determinantes para o sucesso de uma empresa. Trabalhe sozinho ou em equipe, o papel do contador envolve uma série de aspectos complexos. Isso explica a dificuldade em se encontrar profissionais realmente aptos a trabalhar no setor. De forma geral, a contabilidade é determinante no processo de tomada de decisão de qualquer empresa. Na hora de se decidir o que fazer com o dinheiro do negócio, entra em cena a chamada contabilidade mental.

Se você não conhece esse conceito, fique tranquilo, pois ele é relativamente novo mesmo. Apresentada por Richard H. Thaler (Nobel de Economia de 2017), a contabilidade mental convidou a todos para algumas reflexões. Todas elas estão ligadas à forma como lidamos com as deliberações que afetam as finanças pessoais ou de um negócio.

Para saber um pouco mais sobre esse conceito extremamente útil para o processo de tomada de decisão, basta continuar a leitura!

O que é a contabilidade mental?

Basicamente, o conceito de contabilidade mental se refere ao modo como o nosso cérebro nos engana na hora de tomar decisões financeiras. Antes de decidir comprar algo, investir ou mesmo assinar a solicitação de um financiamento, nós realizamos algumas avaliações internas. O problema é que, segundo a teoria da contabilidade mental de Thaler, a conclusão tende a ser irracional.

A partir do que foi dito até aqui, fica fácil perceber a linha tênue que há entre a contabilidade mental e os chamados gatilhos mentais. Os segundos são pautados em formas de ludibriar o cérebro por meio de apelos emocionais. Alguns exemplos são as frases “não perca esta incrível oportunidade!”, “últimas unidades!” e “por que comprar? Porque você merece!”.

No fundo, a contabilidade mental demonstra que, infelizmente, enganar o nosso cérebro é mais fácil do que se imagina. Como seres emocionais, somos propensos a tomar decisões emocionais. Em busca de satisfações rápidas e fugazes, as pessoas deixam as reservas financeiras e os investimentos para um depois que nunca chega.

Qual o impacto dela nas empresas?

Todo gestor sabe que uma sequência de decisões equivocadas pode colocar o patrimônio da empresa em risco. Um hábito comum a muitos empreendedores é a solicitação de empréstimos. Se o negócio precisar de um aporte financeiro maior, isso não é necessariamente o fim do mundo.

No entanto, o gestor não pode embasar a tomada do empréstimo apenas com base na capacidade de pagamento das parcelas. Evidentemente, tal conta é necessária, mas é preciso ir além. Os mecanismos que regem a contabilidade mental rapidamente oferecem uma dose de otimismo ao empresário.

Em outras palavras, ele acredita que aquele dinheiro é tudo o que o negócio necessita para, enfim prosperar. Na verdade, o diferencial não está no volume financeiro, e sim na forma de geri-lo. Não é raro encontrar gestores que encaram empréstimos como um recomeço. Tudo bem pensar assim, desde que você saiba exatamente o que fará com os novos recursos.

Como tomar decisões racionais para gastos empresariais?

A contabilidade mental evidencia a necessidade de não cair em armadilhas na hora de usar o dinheiro. No meio corporativo, convém seguir algumas dicas antes de fechar acordos e selar o futuro do negócio. Eis algumas boas práticas:

Evite o comportamento impulsivo

Suponha que, após pagar as dívidas da empresa, sobre metade do valor emprestado. O restante não precisa ser necessariamente envolvido em alguma nova transação de forma imediata. Se a organização criou um bom planejamento estratégico e financeiro, jamais deve atropelá-lo por conta do excesso de euforia. Muitas vezes, tudo o que a empresa precisa fazer é seguir o script.

O fato de emprestar uma quantia X não significa que ela deva ser consumida totalmente em uma fração de segundos. Se foi possível guardar uma parte, guarde-a e evite precipitações. Lembre-se que, às vezes, a melhor tomada de decisão é aguardar o momento ideal para o próximo movimento. Se ajudar, pense em um jogo de xadrez.

Pense com base no médio e longo prazo

Em vez de enxergar somente os próximos meses, você precisa projetar o futuro da empresa até os anos seguintes. Voltando ao exemplo do empréstimo, geralmente as pessoas ignoram (consciente ou inconscientemente) as taxas de juros embutidas nas parcelas.

Mesmo que as taxas aplicadas sejam baixas, a empresa deve ter algum plano que preveja o aumento da receita nos próximos períodos. Caso contrário, ela terá apenas uma conta a mais para pagar, somada aos gastos já esperados para cada mês. Não há negócio que sobreviva dessa forma. Com um bom planejamento anual e sem improvisos, as chances de sucesso aumentam bastante.

Desconfie de discursos bonitos e bem elaborados

Existe algo muito simples e, ao mesmo tempo, extremamente eficaz para evitar complicações futuras. Trata-se da análise das motivações que regem as intenções de qualquer instituição, as quais são representadas por pessoas e todas as suas particularidades.

Se alguém insiste tanto em certa transação, é válido se questionar a respeito do porquê daquele esforço. Portanto, outro cuidado para preservar as finanças é resistir a supostas oportunidades, ofertadas como imperdíveis por vendedores habilidosos.

Tenha em mente que as palavras, se bem utilizadas, produzem um encantamento que resulta em convencimento. Portanto, vale a pena se manter alerta e desconfiar de falas que flertam com a perfeição. Afinal, nada é perfeito.

Quando alguém oferece algo, como uma parceria, é primordial enxergar o negócio de uma forma verdadeiramente racional. Ambas as partes buscam obter vantagens. Com toda a calma do mundo, você deve observar se, em princípio, algumas das partes é mais beneficiada do que a outra.

A partir desse tipo de exercício, é possível refletir sobre algumas contrapropostas. Desse modo, você conseguirá visualizar e fechar acordos que sejam realmente favoráveis para a sua empresa em diferentes conjunturas.

Colete a maior quantidade de dados disponíveis

Atenha-se aos dados com a mesma energia usada na hora de organizar processos. Esse hábito salutar ajuda a se proteger dos “achismos”, muito em voga atualmente. A fim de que os dados sejam, de fato, proveitosos, a qualidade é um fator indispensável. Somente assim eles se transformarão em informações relevantes para o processo de tomada de decisão.

A contabilidade mental enfatiza a importância de aprimorar o modo como nós tomamos e ditamos os rumos do nosso dinheiro. Nesse sentido, os softwares de gestão são ferramentas que abrem caminho para que você tome as melhores decisões do momento.

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