Gestão financeira

Lucro líquido e faturamento: você sabe o que são?

Atualizado em: 12/05/2017 Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Você sabe qual é a definição de lucro líquido? E o conceito de faturamento? Muitos empreendedores confundem esses dois termos e, por causa dessa falta de clareza, a saúde financeira do negócio pode ficar seriamente comprometida. Há empresários que não entendem o motivo pelo qual faturam muito, mas, no final do mês, sobra pouquíssimo dinheiro livre, por exemplo. Se você também tem esse tipo de dúvida, confira este post, no qual apresentamos a diferença entre lucro e faturamento:

O conceito de faturamento

O faturamento de uma empresa é o resultado da soma de todas as vendas que ela realizou — tanto de produtos quanto de serviços — em um determinado período. Logo, no fluxo de caixa da empresa, o faturamento constitui grande parte das entradas de dinheiro.

Por exemplo: se uma locadora de veículos vendeu dez diárias ao preço de R$ 100,00 cada, faturou, nessa negociação, R$ 1.000,00. Como você pode perceber, o faturamento está ligado à quantidade e ao preço para o consumidor, seja ele final ou intermediário.

A importância do faturamento

Se levarmos ao pé da letra, o faturamento sozinho não oferece muita informação sobre o desempenho de uma empresa no mercado. Afinal, mesmo com um faturamento milionário, um empreendimento pode estar com a saúde financeira ruim e até mesmo ter prejuízo.

É bem verdade que, apesar disso, o faturamento não deixa de ter importância, já que ele pode demonstrar a capacidade de produção de uma empresa, a participação dela no mercado, além de ser levado em conta na base de cálculo do pagamento de tributos e no tipo de regime tributário.

A definição de lucro líquido

O conceito de lucro líquido é de extrema importância para o empreendedor, seja ele iniciante ou não, afinal, todo negócio tem como objetivo gerar lucro, não é mesmo? Pois então, o lucro líquido é o resultado da subtração das receitas totais (entradas) menos os gastos totais (saídas).

Por exemplo: se a receita total de uma empresa em um mês foi de R$ 10 mil, enquanto todos os gastos somaram R$ 6,5 mil no período, o lucro líquido foi de R$ 3,5 mil.

Vale lembrar que os gastos totais incluem os custos fixos e variáveis ligados à produção propriamente dita da mercadoria ou da execução do serviço — como mão de obra e matéria-prima —, além das despesas administrativas — como eventual aluguel, conta de telefone, salários dos funcionários do escritório etc.

Recentemente lançamos um Guia completo para apurar o lucro da sua empresa. É claro que, na prática, o lucro não pode ser qualquer número, concorda? Afinal, via de regra, os empreendedores têm expectativas de percentuais mínimos de lucro. Sabe por quê? Devido ao chamado “custo de oportunidade”.

Por exemplo: se o retorno sobre o investimento (ROI) da empresa em um ano é de 10% e se uma aplicação financeira oferece um rendimento de 15% no mesmo período, o empresário poderia se questionar se o lucro do negócio estaria ou não dentro das expectativas dele, concorda?

No exemplo anterior, ao optar pela empresa, o custo de oportunidade do empreendedor seria de 5 pontos percentuais de rentabilidade sobre o capital investido. É claro que esse tipo de análise deve ser feita de forma contextualizada, pois, nos anos iniciais, é comum as empresas darem menos resultados e, com o tempo, aumentarem o retorno.

O “ponto de equilíbrio”

O ponto de equilíbrio empresarial está diretamente ligado ao faturamento e ao lucro. Esse ponto representa a quantidade mínima de serviços que uma empresa deve prestar e faturar para igualar as receitas às despesas.

De modo simplificado, se uma empresa tem um gasto total de R$ 10 mil por mês e se vende um único tipo de serviço por R$ 100,00 cada, significa que ela terá que prestar 100 vezes esse trabalho para cobrir os gastos e, assim, chegar ao “zero a zero”. Só depois do alcance desse ponto de equilíbrio, pelo qual a empresa consegue se manter no mercado, é que começará a aparecer o lucro — no exemplo citado, a partir do 101º serviço prestado.

Lembra do início do post, em que mencionamos que o faturamento sozinho pode não dizer muito sobre o desempenho da empresa? No caso ilustrativo anterior, o estabelecimento pode faturar os R$ 10 mil mensais durante um ano inteiro e, no final das contas, ficar no zero a zero.

Porém, no longo prazo, a saúde financeira da empresa poderia ficar prejudicada se ela não der lucro, pois precisamos considerar o impacto da inflação, a depreciação das instalações e dos equipamentos, a necessidade de renovação tecnológica, os aumentos salariais etc.

Como aumentar a lucratividade

Na gestão de uma empresa, existem algumas formas de se aumentar a lucratividade, que é o ganho, em percentual, obtido com as vendas realizadas e que pode ser calculada pela divisão do lucro líquido pela receita bruta multiplicado por 100. Por exemplo, uma das formas de aumentar a lucratividade é elevar a margem de lucro (em porcentagem) sobre determinado produto ou serviço. Porém, isso nem sempre é fácil, já que dependerá de outros fatores, como concorrência, percepção de valor pelo seu cliente etc.

Outra maneira de aumentar a lucratividade sem subir o preço é elevar o faturamento total da empresa. Na prática, o estabelecimento teria que prestar mais serviços para faturar mais. Por exemplo, um escritório de advocacia que tem capacidade para fazer 10 atendimentos em um único dia, mas faz normalmente oito, se conseguir aumentar esse número para nove, conseguirá elevar o faturamento e o lucro. Nesse caso, essa medida representaria um acréscimo no valor absoluto do lucro líquido e, eventualmente, também na porcentagem, caso os custos permaneçam constantes.

Mais uma maneira de aumentar o lucro é cortar gastos — o que deve ser feito, mas com cuidado, para que a qualidade dos serviços não caia e, consequentemente, haja diminuição das vendas. Nesse sentido, o uso de novas tecnologias que venham a agilizar tarefas pode reduzir custos, aumentar a produtividade e até elevar a qualidade.

As finanças pessoais e empresariais

Muitos empresários iniciantes, no primeiro lucro que a empresa dá, tendem a retirar o retorno do caixa da empresa para adquirir algum bem pessoal. Essa prática pode, sem dúvida, minar as finanças do negócio e levá-lo à falência. O recomendável é que o empreendedor tenha um “salário” incluído nas despesas da empresa ou um pró-labore, se houver sócios.

Seja qual for a situação, jamais deve ser retirado dinheiro do caixa do negócio para pagamento de despesas dos proprietários. Além disso, é interessante destinar parte do lucro líquido para reaplicação no capital da empresa para que ela possa aumentar o capital de giro ou a capacidade de investimento e se desenvolver de forma mais sólida.

Agora que você já sabe a diferença entre a definição de faturamento e o conceito de lucro, não se confundirá e manterá o caixa do seu negócio sempre no verde, não é mesmo? E por falarmos em controle das finanças, confira também o post “Como seu contador pode auxiliar na sua gestão financeira?”.

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Sobre o autor

Geordânia Oliveira

Graduada em Administração de Empresas; Especialização em Gestão de Pessoas; MBA em Controladoria e Finanças; Com experiência 14 anos na área financeira; Consultora de Conhecimento Financeiro e Gestão de Estoque na Fortes Tecnologia em Sistemas; Produtora de Conteúdo sobre assuntos Financeiros; Instrutora do Fortes na Prática Presencial e Web; Instrutora dos Treinamentos dos Sistemas Fortes Financeiro e Fortes Compras e Estoque para os Colaboradores Internos, Clientes e Unidades da Fortes Tecnologia.

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