Gestão de transporte

Como gerir custos de forma eficiente em uma transportadora de cargas?

Por se tratar de uma atividade relevante e que apresenta poucas barreiras à entrada de novas empresas, o transporte de cargas é hoje um setor bastante competitivo. Segundo dados da ANTT, existem cerca de 840 mil transportadoras registradas, o que indica um número expressivo de empresas para atender o mercado.

 

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Para ter um diferencial competitivo e se destacar perante a concorrência é preciso investir em capacitação e especialmente em gestão, ferramentas que possibilitam a redução de custos operacionais dos serviços de transporte de cargas. Muitas transportadoras desconhecem taxas de transportes, os impostos e tarifas que implicam diretamente nesses custos, por isso, no post de hoje, vamos tratar sobre cada um desses fatores, auxiliando sua transportadora a aprimorar os cálculos e ter mais resultados no faturamento. Para saber mais, acompanhe!

 

Taxas e tarifas X custos do transporte de cargas

O cálculo do custo do frete é um dos principais fatores capazes de beneficiar a relação entre transportadoras e clientes, criando condições para uma maior vantagem competitiva. Para fazer uma gestão eficiente e promover a redução de custos, é necessário chegar ao cálculo que seja vantajoso, atentando especialmente às taxas e tarifas que são cobradas pelos serviços.

 
Para o transporte rodoviário, três itens compõe a formação das tarifas: o frete-peso, o frete valor e as taxas complementares.

 

Frete peso

O frete peso é uma parcela da tarifa destinada a remunerar o custo operacional, compreendido pelo transporte da mercadoria entre sua origem e destino. Ele inclui custos como os administrativos, despesas com o caminhão e taxa de lucro. Cada transportadora ou tipo de serviço conta com um frete peso próprio.

 
Os custos operacionais devem ser avaliados pelo levantamento de despesas concretas que possibilitem, inclusive, avaliar a viabilidade da prestação do serviço.

 
A taxa de lucro, por sua vez, é calculada multiplicando-se os custos operacionais para se chegar ao frete peso. Muitas transportadoras aplicam a 11% sobre o lucro, no entanto, esse percentual deve ser avaliado pelo gestor, de acordo com seus custos e necessidades operacionais.

 

Frete valor

 

O frete valor serve para resguardar a empresa de perigos de acidentes e danos à mercadoria decorrentes do próprio transporte. O custo do frete valor deve ser determinado por fatores específicos, tais como, a densidade da mercadoria, utilização de equipamentos especiais de carga e descarga e periculosidade do percurso.
Quanto mais preciso for o valor dos fretes peso e valor, mais chances o gestor tem de reduzi-lo a ponto de garantir maiores vantagens competitivas à empresa, sem que isso indique prejuízo.

 

Taxas complementares

 

Outro fator que implica diretamente sobre os custos do transporte são as taxas oficiais compostas por impostos e pedágios. Os valores a serem gastos devem ficar incluídos nos fretes, refletindo o que vai ser cobrado. Nessas taxas também estão inclusas a de Despacho por Emissão de Conhecimento, Tarifas Oficiais de Pedágio, paradas em excesso, armazenagem de mercadorias, marcação de volumes, cubagem e entrega em locais de difícil acesso.

 
Pedágios
De acordo com a Lei 10.209/01, os custos dos postos de pedágio e outros adicionais decorrentes do transporte devem ser repassados ao usuário. No caso de cargas fracionadas, eles devem ser rateados.

 

 

Taxa de Dificuldade na Entrega
O transportador poderá cobrar pelos custos adicionais decorrentes da dificuldade da entrega, que podem ser em razão de um sistema de recebimento precário que gere longas filas e tempo excessivo na descarga, exigência de tripulação superior àquela presente no veículo para realização da descarga, recebimento fora do horário comercial, disposições contratuais que agravem o custo operacional, entre outros. Em geral, cobra-se por um percentual do frete.

 
Taxa de restrição de trânsito
Essa taxa tem por objetivo ressarcir a transportadora pelos custos adicionais quando a entrega for realizada em municípios que contam com restrições para a circulação de veículos, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A cobrança dessa taxa, em geral, é feita de acordo com o percentual do frete.

 
Gerenciamento de Risco e Segurança (GRIS)
O GRIS é um percentual que fica incluso na própria nota fiscal e serve para cobrir custos específicos, decorrentes principalmente do roubo de cargas. Ele substitui o antigo Adicional de Emergência (Ademe), criado há mais de quinze anos. Seu valor de referência nas tabelas da NTC/Fipe é de 0,30%, com mínimo de R$ 3,00 por conhecimento.

 
Taxa de coleta, entrega e despacho
Trata-se de uma taxa cobrada a partir dos 100 kg de carga. A partir desse peso, são estipuladas novas faixas (101 kg a 200 kg, por exemplo) e, dependendo da faixa de peso que a carga se enquadre, é cobrado também um valor adicional. O objetivo é ressarcir a empresa de despesas de despacho, coleta e entrega.

 
Para fazer uma gestão de transportadora de cargas eficiente, o gestor deve ter em mente cada um dos fatores que implica diretamente sobre o custo do transporte.

 

Você já conhecia todas as taxas e custos que envolvem a atividade de transporte de cargas? Sabe como reduzir os custos do frete e promover uma gestão mais eficiente? Deixe seus comentários abaixo e compartilhe sua experiência conosco!

 

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