Gestão contábil

5 lições de gestão contábil para aprender com o filme “O contador”

5 lições de gestão contábil para aprender com o filme O contador
Escrito por Fortes Tecnologia

Séries e filmes estão repletos de histórias incríveis sobre as mais variadas profissões. São médicos correndo contra o tempo, advogados desvendando grandes casos criminais e por aí vai.

Contadores raramente têm a oportunidade de se verem representados nas telas. É por isso que o filme “O Contador” (2016), dirigido por Gavin O’Connor, foi tão festejado pelos profissionais.

Ainda que reforce alguns estereótipos da profissão, como a introspecção, o filme mostra que a rotina de um contador pode ser tão eletrizante quanto a de qualquer super-herói. Mas isso se restringe ao protagonista da história, Christian Wolff, interpretado por Ben Affleck.

Conheça o enredo e veja as 5 lições de gestão contábil que identificamos no filme!

“O Contador”: entre números e assassinatos

Christian Wolff (Ben Affleck) é um anti-herói, que tem mais habilidade com números do que com pessoas. Ao longo da trama, sua vida é retratada a partir de diferentes nuances. Há o viés da criança que tenta superar dificuldades de convivência e que desde muito nova sente-se diferente em relação às demais. Esses problemas são reflexos da Síndrome de Asperger.

Vale recordar que grandes gênios já foram diagnosticados com Síndrome de Asperger, como Isaac Newton, Albert Einstein, Charles Darwin e Michelangelo. Wolff também é um gênio e seu talento se destaca na matemática. Foi o que fez dele o contador de algumas das organizações criminosas mais perigosas do mundo.

Para justificar os rendimentos ilegais, Wolff precisa atender a alguns clientes legítimos. A história ganha ritmo quando surge um desses trabalhos. Wolff é chamado para investigar discrepâncias financeiras na Living Robotics. Nesse momento, seu trabalho se soma ao da contadora da companhia Dana Cummings (Anna Kendrick), a primeira a identificar inconsistências.

Quando o contador percebe que está diante de uma fraude, a vida dos dois é colocada em risco. Exímio praticante de artes marciais e um excelente atirador, Wolff impressiona pela frieza e precisão de seus golpes e tiros.

O filme, nesse sentido, não deixa a desejar a qualquer outro de ação. Há momentos em que a prática contábil é evidenciada, aproximando-se muito da realidade. Em outros, o espectador ficará envolvido com perseguições.

Contadores da vida real: as impressões sobre o filme

Quando “O Contador” foi lançado, empresas do ramo contábil dos Estados Unidos aproveitaram a oportunidade para promover sessões de cinema. Afinal de contas, não é todo dia que são exibidos filmes sobre essa área de atuação.

A revista Forbes verificou o que esses contadores acharam do filme. O enredo, de forma geral, surpreendeu. Alguns imaginavam que seria mais uma história sobre um profissional “nerd” e não foi nada disso. “Estou feliz em dizer que estava errado. Eu realmente gostei do filme”, destacou uma das contadoras ouvidas pela reportagem.

O momento em que Wolff audita registros relativos à abertura de capital (IPO) da Living Robotics é uma das cenas mais comentadas. Por um lado, representa algo comum à atividade contábil: as incontáveis caixas com registros financeiros a serem analisados.

Por outro lado, o filme forçou um pouco a barra na análise dos contadores entrevistados. É irreal reunir e analisar uma quantidade tão grande de registros contábeis em tão pouco tempo.

Na prática: 5 lições de gestão contábil encontradas no filme

Para além da ação e do suspense, “O Contador” traz lições importantes para os profissionais da área. Veja as 5 dicas que encontramos no filme!

1) Escolha bem seus clientes

Trabalhar na ilegalidade é algo fora de questão. Atuar na ilegalidade, como o filme demonstra, exige que você tenha sangue frio, domine artes marciais, seja um bom atirador e consiga se dividir entre uma vida de fachada e outra criminosa. Mas não é dos clientes criminosos que queremos falar. Estamos falando de qualquer cliente.

A relação entre contadores e clientes depende da confiança. Conhecer bem as demandas de quem está contratando seus serviços contábeis é fundamental. Além disso, é importante observar que tipo de atividade a empresa realiza, sua posição no mercado e possíveis pontos de conflito. Essa é a melhor forma de evitar problemas!

2) Seja metódico e meticuloso nas suas análises

A cena mais instigante do filme, sob o ponto de vista da prática contábil, ocorre quando Christian Wolff analisa caixas e mais caixa de documentos. É um momento que cumpre com o papel de demonstrar a genialidade do personagem, com direito às anotações na parede de vidro da sala de conferências.

Afinal, qual é a lição? A cena reforça a importância de fazer análises meticulosas, seguindo métodos e procedimentos próprios da área.

3) Invista no seu aperfeiçoamento profissional

Uma das observações que Christian Wolff faz no filme é a de que a profissão contábil é uma das que mais cresce. De fato, isso é verdade. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a contabilidade é a quarta profissão que mais cresce no mundo.

Especialmente no filme “O Contador”, o foco está na auditoria contábil, cada vez mais requisitada pelas empresas. Por isso, vale a pena investir em qualificação, voltada sobretudo para o conhecimento técnico financeiro, a controladoria, tesouraria e planejamentos financeiro e estratégico.

4) Vá a campo

O trabalho contábil é, muitas vezes, associado ao confinamento em um escritório, onde os profissionais estão focados em livros, computadores, relatórios e calculadoras. O Contador mostra que há dados a explorar fora desse ambiente tão restrito.

Aprofundar a busca por informações em sedes e filiais das empresas para as quais você trabalha, conversar com gestores e saber mais sobre o ramo de atuação dos seus clientes pode facilitar o seu trabalho e mostrar oportunidades de negócios.

5) Entenda os riscos que está assumindo

Contabilidade é uma profissão que envolve riscos. Não são bem os riscos enfrentados por Christian Wolff, envolvendo criminosos, assassinatos e perseguições, mas é fato que todos os contadores assumem responsabilidades civis e tributárias. Isto é, erros técnicos que resultarem em prejuízo para seus clientes podem ser cobrados judicialmente.

Além disso, o contador deve ter o compromisso de combater as atividades ilícitas retratadas no filme, como lavagem de dinheiro, irregularidades no uso de empresas offshore e ocultação de ativos. É preciso entender bem todos esses riscos e se proteger ao máximo contra eles.

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